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Após anunciar que terminaria o mandato, Wilson Lima renuncia ao governo do Amazonas

Após anunciar que terminaria o mandato, Wilson Lima renuncia ao governo do Amazonas

Depois de afirmar que se manteria no cargo, o governador do Amazonas, Wilson Lima (União), deixou o comando do estado ontem (04), na data-limite do prazo de desincompatibilização. A carta de renúncia foi entregue e publicada às 23h em uma edição extra do Diário Oficial da Assembleia Legislativa. Além dele, o vice-governador Tadeu Souza (Republicanos) também deixou a função.

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Na carta, Lima afirma que a decisão é “em caráter irrevogável e irretratável” e menciona dispositivos da Constituição Federal e da legislação eleitoral. No documento, ele também afirma que a saída ocorre "visando o cumprimento do prazo de seis meses de desincompatibilização exigido para a disputa de novo cargo eletivo nas eleições gerais de 2026”.

Carta de renúncia de renúncia enviada por Wilson Lima às 23h de ontem, data-limite do prazo de desincompatibilização, e publicada em edição extra do Diário Oficial da Assembleia Legislativa — Foto: Reprodução
Carta de renúncia de renúncia enviada por Wilson Lima às 23h de ontem, data-limite do prazo de desincompatibilização, e publicada em edição extra do Diário Oficial da Assembleia Legislativa — Foto: Reprodução

A saída de Lima acontece cerca de um mês após ele declarar publicamente que finalizaria o mandato e entregaria o comando do Executivo para o próximo governador eleito. Com a renúncia, o ex-governador poderá concorrer ao Senado. Na disputa, ele enfrentará nomes como o do ex-governador Eduardo Braga (MDB) e o ex-candidato à prefeitura de Manaus, Alberto Neto (PL), ambos na liderança das pesquisas de intenção de voto.

Com a vacância nos cargos tanto de governador quanto de vice-governador, o comando do estado será assumido pelo presidente da Assembleia, Roberto Cidade (União Brasil), cotado para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados em outubro deste ano. No mesmo pleito, o governo tende a ser disputado entre o senador Omar Aziz (PSD), aliado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e a empresária Maria do Carmo Seffair (PL), aposta do bolsonarismo. Além deles, o ex-prefeito de Manaus, Davi Almeida, que renunciou ao cargo na semana passada, deverá concorrer.

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