Os médicos de Jair Bolsonaro disseram no fim da tarde desta sexta-feira, em Brasília, que ainda não há previsão de alta para o ex-presidente, internado com quadro de "pneumonia aguda". Segundo eles, Bolsonaro chegou ao hospital DF Star com dificuldade de respirar, mas agora já consegue ter uma oxigenação melhor, inclusive em índices de saturação no sangue.
— (Bolsonaro) chegou com muita falta de ar, melhorou e está estável agora. Não houve necessidade de entubação— disse o cardiologista Leandro Echenique.
Sem previsão de alta da UTI. Internação deve durar no mínimo sete dias.
—Ele vai permanecer na UTI n a gente n tem prazo ainda para a alta da UTI ele vai ficar o tempo que for necessário para restabelecer os pulmões. Na hora que ele apresentar uma melhora a gente d a alta da UTI para o apartamento—afirmou Echenique, acrescentando que o tempo de ação do antibiótico varia entre sete e 14 dias.
Ele afirmou que o ex-presidente está sendo tratado com dois antibióticos potentes na veia e outros medicamentos para as demais comorbidades como refluxo, soluço e vômitos. Como é necessário aguardar a reação dos remédios e do próprio organismo, não há prazo para a alta da UTI e liberação para o quarto. Há possibilidade de necessidade de trocar antibiótico e a contagem do prazo começa do zero.
—A pneumonia no paciente de 70 anos, com todas essas comorbidades que ele tem, com todo esse histórico, realmente se agravou demais. Nós já havíamos alertado nos relatórios do risco de pneumonia aspirativa, questão do refluxo e novamente estamos aí tendo que lidar com essa situação que é uma situação bastante crítica, bastante indesejada e que realmente, para quem questiona Isso realmente põe em risco a vida do paciente— destacou o cirurgião Claudio Birolini.
Os médicos acrescentaram que as seguidas operações no sistema digestivo do ex-presidente, feitas após a facada que recebeu em 2018, representam um risco constante para a "broncoaspiração". Isso porque o ex-presidente sofre com refluxos e há o risco de que os líquidos expelidos sejam aspirados.
Os médicos alertaram que das três pneumonias que o ex-presidente enfrentou, desde o ano passado, essa é a de maior gravidade. A situação eleva o risco de infecção bacteriana, como a pneumonia contraída. Segundo os médicos, o atendimento rápido do hospital ajudou a estabilizar as condições do paciente.