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CPI do INSS pede informações ao STF sobre quem usou número da Corte em troca de mensagens com Vorcaro

CPI do INSS pede informações ao STF sobre quem usou número da Corte em troca de mensagens com Vorcaro

A CPI do INSS enviou nesta quinta-feira um ofício ao Supremo Tribunal Federal (STF) com um pedido para que a Corte informe quem utilizava um número de telefone institucional identificado nos registros do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. A linha foi localizada a partir da quebra de sigilo e teve, segundo o presidente do colegiado, a titularidade do STF confirmada após consulta às operadoras por meio do Sistema de Investigação de Registros Telefônicos e Telemáticos (SITTEL).

O pedido foi encaminhado ao diretor-geral do Supremo, responsável pela gestão administrativa da Corte, com solicitação do histórico de usuários da linha nos últimos cinco anos, com foco na data em que houve a troca de mensagens com Vorcaro.

A comissão fixou prazo de dois dias úteis para resposta.

Segundo a CPI, a confirmação da vinculação do número ao STF indica que o ex-banqueiro manteve contato com alguém ligado à Corte, mas ainda não há elementos para identificar quem estava com o aparelho no momento da comunicação. Por isso, a comissão decidiu formalizar o pedido diretamente ao tribunal.

— O relatório que recebemos confirma que o número é do STF. Isso indica que houve contato com alguém ligado à Corte, mas não posso afirmar que se tratava do ministro Alexandre de Moraes. Por isso, estamos oficiando o Supremo para saber quem utilizava o aparelho no momento da comunicação — afirmou o presidente da CPI, senador Carlos Viana (Podemos-MG).

Como informou a colunista do GLOBO Malu Gaspar, registros extraídos do celular de Vorcaro apontam um diálogo entre o banqueiro e Alexandre de Moraes no dia 17 de novembro de 2025 — data da primeira prisão do dono do Master. 

Às 17h22 desse dia, Moraes enviou um print de bloco de nota do celular com a pergunta: “Conseguiu bloquear?”. Outras mensagens também trocadas com o mesmo número mencionavam detalhes sobre a possibilidade de venda do Master. O diálogo foi feito a partir do modo de visualização única do Whatsapp.

Viana não esclareceu qual foi a troca de mensagens que motivou o pedido da CPI. 

Sem confirmação sobre o usuário da linha, a comissão optou por evitar atribuições diretas e avançar pela via institucional. Viana tem dito que não é possível apontar Moraes como titular.

Em nota, a presidência da CPI afirmou que a medida busca “garantir celeridade, precisão técnica e a correta identificação do responsável pela linha telefônica no período analisado”, e que os trabalhos seguem com “transparência, responsabilidade institucional e respeito às garantias legais”.