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CPI do INSS se reúne no mesmo dia de julgamento do STF sobre prorrogação de comissão

CPI do INSS se reúne no mesmo dia de julgamento do STF sobre prorrogação de comissão

A CPI do INSS se reúne nesta quinta-feira, enquanto o Supremo Tribunal Federal decide, na tarde do mesmo dia, se mantém a decisão do ministro André Mendonça que determinou a prorrogação dos trabalhos da comissão.

A sessão ocorre com pauta deliberativa de dois requerimentos e em meio à incerteza jurídica sobre a continuidade do colegiado, com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), adotando uma estratégia de espera antes de dar cumprimento à ordem.

No comando da CPI, o senador Carlos Viana (Podemos-MG) deve usar a sessão para sustentar que, com a decisão de Mendonça em vigor e o prazo em curso, a comissão já estaria, na prática, prorrogada.

A avaliação de integrantes da oposição é que esse discurso serve para consolidar uma narrativa de continuidade dos trabalhos enquanto o plenário do STF não bate o martelo sobre a validade da decisão.

Nos bastidores, a Advocacia do Senado recomendou a Alcolumbre que não recorresse da decisão neste momento. O argumento é que faria pouco sentido acionar a própria Corte antes de o tema ser referendado ou eventualmente derrubado pelo plenário.

A estratégia também se ancora no prazo de 48 horas fixado por Mendonça para a prorrogação: segundo interlocutores, o Senado considera como marco a notificação oficial entregue em mãos às 18h20 de terça-feira.

Na sessão desta quinta, a pauta formal da CPI tem apenas dois itens. O primeiro é o requerimento de convocação de Lourival Rocha Junior, presidente da Associação Nacional de Correspondentes Bancários (Anec), para depor como testemunha.

O segundo pede ao Coaf relatórios de inteligência financeira e a quebra de sigilos bancário de um investigado. Ambos os requerimentos são de autoria do relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL).

O julgamento no STF deve definir o que acontece com a reta final da comissão. Se o plenário derrubar a decisão de Mendonça, a CPI pode ser empurrada para uma corrida contra o relógio, com sessões já na sexta-feira e no sábado para tentar votar o relatório final antes do prazo originalmente previsto.

Outra saída discutida nos bastidores é um acordo político por uma prorrogação mais curta, de cerca de 15 dias, para permitir a conclusão formal dos trabalhos.

Uma terceira hipótese alimentada por parlamentares da oposição é um pedido de vista no STF. Neste contexto, a decisão de mendonça continuaria produzindo efeitos até a retomada do julgamento, o que daria sobrevida imediata à comissão.

Até o momento, a cúpula do colegiado aposta em votos favoráveis dos ministros Luiz Fux e Kássio Nunes Marques.