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'Chapa em SP será definida em 30 de março', diz Flávio Bolsonaro, após conversa com Tarcísio

'Chapa em SP será definida em 30 de março', diz Flávio Bolsonaro, após conversa com Tarcísio

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta sexta-feira (27) que a escolha da chapa da direita que concorrerá ao governo de São Paulo, assim como os nomes que disputarão vagas ao Senado no estado, será anunciada em 30 de março. A chapa majoritária deve ser encabeçada pelo atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), e a principal dúvida fica por conta da vice, que é disputada por partidos como PL e PSD.

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A declaração de Flávio ocorreu poucas horas após ele se encontrar com Tarcísio durante um café da manhã no Palácio dos Bandeirantes, a sede do governo na capital paulista.

— (Será) No dia 30 de março, pode falar. Já está marcado, aqui em São Paulo. A gente vai fazer um grande ato aqui, junto com todas as lideranças políticas, principalmente o governador Tarcísio, para anunciar as pré-candidaturas e vai ser um grande evento — afirmou Flávio.

De acordo com o senador, tanto ele quanto Tarcísio "caminharão juntos" nas próximas eleições.

– Uma grande honra mais uma vez estar lá tomando café hoje com o Tarcísio, com o meu líder e amigo Rogério Marinho, e poder publicamente vir e anunciar aquilo que a gente já fala desde o dia 1. Que nós caminharemos juntos, independente de como fosse. E assim, o Tarcísio é uma pessoa leal, correta e que está muito disposto, está com muita energia para propor, não um plano de governo, mas junto com a gente, um plano de Brasil. Então ele já está colocando aqui à disposição todas as pessoas com que ele está conversando. Eu perguntei para o Tarcísio como é que nós vamos fazer aqui em São Paulo. Ele falou que 'está em São Paulo, Flávio, deixa comigo. Eu vou ser aqui, o seu coordenador, a pessoa do seu lado'– afirmou o senador.

O anúncio da data em que a chapa paulista será divulgada, feito na Assembleia Legislativa de São Paulo, após homenagem ao presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, ocorre no momento em que a sigla pressiona Tarcísio para que escolha o presidente da Alesp, André do Prado (PL), para a vice, em detrimento ao atual número 2 do estado, Felício Ramuth, envolvido em investigações sobre suspeitas de lavagem de dinheiro.

Segundo Flávio, o nome do candidato a vice será decidido pelo governador. Já o postulante ao Senado passará pelo crivo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Uma das vagas ao Senado pelo campo conservador deve seguir reservada para Guilherme Derrite (PP). Em encontro com Bolsonaro, em fevereiro, Tarcísio defendeu que o outro nome fosse mais de centro, para evitar uma dispersão de votos que favoreça a esquerda.

– O meu nome dos sonhos para a vaga de vice-presidente, eu não sei ainda. Com relação ao Tarcísio, só ele pode falar mais uma vez, eu não vou ficar especulando de forma alguma. O André do Prado é um grande quadro, o vice-governador atual é um grande quadro, e tem outros grandes quadros aqui em São Paulo, e é uma questão pessoal dele, que ele vai compor de forma partidária, como ele achar melhor — falou Flávio. — E com relação ao Senado, a gente está aguardando ainda mais informações, tem que conversar, essa é uma decisão que passa pelo Eduardo Bolsonaro e pelo presidente Bolsonaro, e vamos fazer questão de estar alinhado com o governador Tarcísio também. É um palanque em muita sintonia e com muita vontade de todo mundo se ajudar — completou o senador.

Agraciado com o Colar de Honra ao Mérito Legislativo, honraria proposta por André do Prado, Valdemar Costa Neto afirmou após o evento que vai insistir com o governador para que seu partido fique com o segundo posto da chapa estadual.

– Veja bem, não foi nada definido. Nós nem conversamos com o Tarcísio ainda. Eu acho que quem vai comandar esse processo aqui em São Paulo é o Tarcísio. Lógico que é o governador de São Paulo. Nós somos o maior partido da Assembleia, nós temos o maior número de deputados estaduais. Então, nós vamos pedir nosso espaço para o Tarcísio. Vamos pedir para ele conversar direitinho com ele e vamos decidir – disse Valdemar.

O senador, que busca construir uma imagem mais moderada, também falou sobre as campanhas por impeachment de ministros do STF, que deve ser um dos motes da direita nos próximos atos públicos.

— Eu assinei todos os impeachments de ministros, o presidente Bolsonaro assinou impeachment de ministro, não tem nenhuma dificuldade com relação a isso. A nossa parte a gente faz, agora, tem uma barreira que não avança, que é a questão de pautar esses pedidos, e aí não está no nosso controle, não está no controle do presidente do Senado. Essa é mais uma coisa que como eu falava desde lá de trás, se não houvesse uma autocontenção por parte do Supremo, esse seria um assunto que o eleitor ia cobrar que todos se posicionassem durante a campanha, e já está acontecendo muito antes da campanha — afirmou.

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