UNO MEDIA

Com STF sob pressão, Dino defende ‘acerto’ de Moraes em operações no Rio e diz que ‘virtudes’ da Corte explicam ‘ataques movidos a vingança’

Com STF sob pressão, Dino defende ‘acerto’ de Moraes em operações no Rio e diz que ‘virtudes’ da Corte explicam ‘ataques movidos a vingança’

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, voltou a sair em defesa da Corte nesta manhã, fazendo ainda um desagravo ao colega Alexandre de Moraes - um dos pontos focais da crise do Master no STF. Dino repetiu que o Supremo “acerta muito mais do que erra” e citou as decisões de Moraes que, nesta semana, deflagraram operações contra facções criminosas no Rio de Janeiro.

“As virtudes do STF explicam muitos ataques, movidos a vinganças, ódios e interesses. Há muitos, no Estado e no mercado, que querem afastar o foco dos seus próprios crimes e erros”, escreveu em suas redes sociais.

A menção aos “acertos” do Supremo Tribunal Federal foi feita originalmente nesta terça durante o julgamento de deputados federais, na Primeira Turma da Corte, pela suposta “comercialização” de emendas parlamentares.

A declaração ocorreu no momento em que o STF está sob pressão pelo caso Master — um pedido de CPI para investigar as atuações de Moraes e de Dias Toffoli foi apresentado no Senado. A decisão sobre o andamento do colegiado cabe ao presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), que não dá sinais de que dará aval à apuração.

Ao encerrar a primeira sessão do julgamento, Dino destacou a decisão que derrubou o orçamento secreto como um “precedente histórico” fixado pelo Tribunal. O magistrado disse que no momento “falta moderação, prudência e cuidado” em reconhecer pontos positivos na atuação da Corte, ressaltando que a decisão que estabeleceu a transparência e rastreabilidade das emendas parlamentares é um “acerto especialmente importante”.

Nesta manhã, o ministro adicionou outras decisões à lista de “acertos” do STF, mencionando não só as decisões de Moraes, mas discussões sobre direitos indígenas, meio ambiente, combate à pandemia, defesa da democracia, direitos das mulheres, proteção a crianças e jovens contra crimes na internet e “enfrentamento ao armamentismo ilegal”.

Dino afirmou que “equívocos se embaralham” em meio a críticas justas à Corte. Defendeu que, em “momentos confusos”, é preciso “separar o joio do trigo”. “Diagnósticos errados - mesmo que com os melhores propósitos - costumam conduzir a gigantescos desastres”, disse, em seu perfil no Instagram.