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Com discurso de Janja, evento sobre feminicídio no Planalto tem participação discreta de ministra das Mulheres

Com discurso de Janja, evento sobre feminicídio no Planalto tem participação discreta de ministra das Mulheres

Responsável por coordenar um pacto nacional de combate ao feminicídio, a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, teve participação discreta e nem sequer discursou no evento realizado nesta quarta-feira no Palácio do Planalto. O ato foi aberto pela primeira-dama Janja da Silva.

Márcia Lopes, que ao contrário da antecessora Cida Gonçalves tem uma relação distante com Janja, foi acomodada em uma cadeira no canto do palco. O evento contou com a particioação dos três chefes dos Poderes, com as respectivas mulheres, do vice-presidente Geraldo Alckmin, com sua mulher, Lu Alckmin, a ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), além de Lula e Janja.

Procurada, a assessoria da ministra não se manifestou.

Além de Janja, a outra mulher a discursar no evento foi Gleisi. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin também falaram.

O ato foi encerrado com um discurso de Lula, que, ao contrário do habitual, optou por ler uma fala preparada por assessores.

Como mostrou O GLOBO, Lula incorporou ao discurso o enfrentamento ao feminicídio e determinou que o combate à violência contra a mulher seja uma das prioridades da gestão neste ano, em uma prévia do uso do tema como bandeira eleitoral na campanha à reeleição.

Um dos desafios do Palácio do Planalto, no entanto, é discutir o assunto num momento em que o Brasil registrou novo recorde de casos. Segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública divulgados na semana passada, quatro mulheres foram mortas por dia em 2025.

No total, foram 1.470 casos de feminicídio de janeiro a dezembro de 2025, número superior às 1.464 ocorrências registradas em 2024 — que, até então, representavam o recorde da série histórica. A tipificação do crime, que ocorre quando uma mulher é morta pelo fato de ser mulher, surgiu em 2015.