Em meio aos atritos provocados pelas indicações ao Senado no campo bolsonarista em Santa Catarina, o prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), tem se movimentado para construir uma candidatura ao governo do estado. Para isso, ele tem buscado diálogo com grupos dissidentes da aliança com o governador Jorginho Mello (PL), que também atua para fechar sua chapa majoritária.
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Entre as siglas cotadas por Rodrigues para a composição, está o MDB. No mês passado, o partido anunciou a saída do governo estadual, após ser preterido para a vaga de vice, que ficará com Adriano Silva (Novo), prefeito de Joinville. Desde então, representantes emedebistas têm considerado a possibilidade de apoiar Rodrigues, que se coloca como representante da "direita real". Em seus planos, o prefeito também tem buscado diálogo com o União Brasil, federado nacionalmente desde o ano passado ao Progressistas. No estado, por sua vez, o PP estará na chapa de Jorginho, representado pelo senador Espiridião Amin, que buscará a reeleição.
Publicamente, no entanto, o governador tem expressado preferência pelas indicações do ex-vereador pelo Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PL) e pela deputada federal Caroline de Toni (PL-SC), que também tem o aval da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL). Apesar disso, na semana passada, a parlamentar comunicou ao presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, que deixará o partido por não encontrar espaço para concorrer ao Senado. Ela também afirma que recebeu propostas para se filiar a outras seis legendas, incluindo o Novo, que reforçou o convite ao longo dos últimos dias.
Além do MDB e da federação União Progressistas, Rodrigues também não fecha as portas para Carlos. Ao GLOBO, relatou que recebeu uma ligação do ex-vereador no último sábado, e durante a conversa, foi perguntado se teria espaço para ele dentro de sua coligação. Procurado, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não se manifestou.
— Ele [Carlos] perguntou se eu deixaria espaço para ele na chapa, e eu respondi que claro que o receberia, até em respeito ao pai dele, pelos muitos anos em que convivemos na Câmara enquanto deputados, apesar de não sermos do mesmo partido — contou o prefeito — Antes, nunca tínhamos nos falado e não existia uma relação, mas agora temos uma baseada no respeito.
No passado, Rodrigues também fez parte do grupo de políticos catarinenses que foram contrários à candidatura do ex-vereador pelo estado. Além dele, também fizeram críticas os prefeitos de Camboriú e Joinville, além da deputada estadual Ana Campagnolo (PL-SC), que defende Carol de Toni para o Senado.
- Caroline De Toni
- Jair Bolsonaro
- Jorginho Mello
- Valdemar Costa Neto