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Câmara na Paraíba aprova mudança de regras que permitirá voto de vereador preso acusado de homicídio

Câmara na Paraíba aprova mudança de regras que permitirá voto de vereador preso acusado de homicídio

A Câmara Municipal de Santa Rita, município localizado na Grande João Pessoa (PB), aprovou na segunda-feira um projeto de resolução que altera o Regimento Interno da Casa e autoriza a participação remota de vereadores presos em sessões. Na prática, o texto beneficia o parlamentar Wagner Lucindo de Souza, conhecido como Wagner de Bebé (PSD), que ocupava a posição de 2º vice-presidente da Casa antes de ser preso por acusação de homicídio em outubro.

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O projeto de autoria dos vereadores Dr. João Alves (PSDB) e Alysson Gomes (Republicanos) foi aprovado por 10 votos a favor e 9 contrários. Anteriormente, a Comissão de Constituição e Justiça da Casa considerou o projeto constitucional e emitiu parecer favorável.

Procurada posteriormente, a Câmara negou que o projeto autoriza vereadores presos a votar livremente de forma remota. O argumento defendido pela Casa, em nota, foi o de que a participação virtual só seria permitida em contextos excepcionais.

A resolução permite a participação remota somente mediante solicitação prévia e justificada.

Veja alguns casos previstos na regra:

  • Determinação judicial que restrinja a locomoção do vereador, desde que autorizada pelo juízo competente e enquanto não houver decisão judicial transitada em julgado.
  • Motivo de saúde grave ou incapacitante do próprio vereador, devidamente comprovado por laudo médico;
  • Missão oficial ou representação institucional do município, formalmente designada;
  • Situação de calamidade pública, estado de emergência ou força maior, reconhecida por ato do Poder Executivo ou da Mesa Diretora da Câmara;
  • Ameaça ou risco concreto à integridade física do vereador, devidamente comprovado por órgãos competentes.

Vereador preso

Wagner de Bebé foi preso no dia 16 de outubro. A Polícia Civil informou que ele é suspeito de envolvimento em um homicídio ocorrido no bairro de Bebelândia. O parlamentar também é réu por tentativa de homicídio, em um caso que aconteceu em 2016. Na época, ele não era vereador.

O vereador está afastado da Câmara desde a prisão. O suplente dele, Cláudio Marçal (PSD), tomou posse na Casa no dia 4 de novembro