A defesa de Jair Bolsonaro enviou um laudo médico ao Supremo Tribunal Federal (STF) no qual indica a necessidade de uma cirurgia no ombro direito do ex-presidente.
Bolsonaro está em prisão domiciliar temporária, de 90 dias, após ficar internado no fim de março— antes, ele estava cumprindo pena na Papudinha. Na internação, já havia sido apontada a necessidade do procedimento cirúrgico.
O documento aponta para um quadro de dor intensa no ombro, associada à limitação funcional e movimento reduzido.
O médico relata ainda que identificou-se redução do condicionamento físico geral e dificuldade na execução de exercícios fisioterapêuticos por conta da internação.
Foi uma exigência do ministro Alexandre de Moraes, do STF, o envio contínuo de laudos médicos durante a internação.
Na quinta-feira, a defesa já havia solicitado a Moraes permissão que Carlos Eduardo Antunes Torres frequente livremente a casa do ex-presidente, em Brasília. Torres é irmão de criação de Michelle Bolsonaro e, segundo a defesa, irá atuar como acompanhante de Bolsonaro durante o seu período na prisão domiciliar, sobretudo nos momentos em que a ex-primeira-dama esteja ausente.
No pedido, os advogados destacaram que a situação de saúde de Bolsonaro ainda é delicada, diante do quadro de múltiplas comorbidades e do risco de mal súbitos. Além disso, segundo a defesa de Bolsonaro, Michele tem compromissos que demandam sua presença e a filha e a enteada de Bolsonaro, que também moram na residência, possuem atividades escolares e profissionais que ocupam parte do seu tempo.
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado.
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