A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a inclusão do ex-ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, no time de advogados que o representa. Sachsida comandou a pasta de maio de 2022 até a transição para a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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Sachsida ocupou primeiramente o cargo de secretário de Política Econômica do então Ministério da Economia sob a gestão de Paulo Guedes. Apesar de ter sido considerado um nome do mercado, de perfil liberal e de confiança de Guedes, Sachsida também era visto como "Bolsonarista raiz" e chegou a participar de um protesto na Esplanada, no 7 de setembro de 2021, contra o STF.
A petição foi protocolada na sexta-feira pelos advogados Celso Sanchez Vilardi, Paulo Amador da Cunha Bueno e Daniel Bettamio Tesser.
Caso o pedido seja aceito pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, relator do caso na Corte, Sachsida poderá visitar Bolsonaro na Superintendência da Polícia Federal onde cumpre pena, em Brasília. O ex-presidente foi condenado, em novembro, a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
O ex-ministro do governo Bolsonaro é servidor de carreira do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e integrou a gestão desde seu início, em janeiro de 2019.
Sachsida assumiu o Ministério de Minas e Energia em maio de 2022, substituindo Bento Albuquerque. A troca ocorreu em meio a uma escalada dos preços dos combustíveis, que eram alvo constante das críticas do então presidente Bolsonaro.
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