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Diretor-geral da PF volta a criticar redução de penas do 8/1: 'Autoridades têm que ter coerência'

Diretor-geral da PF volta a criticar redução de penas do 8/1: 'Autoridades têm que ter coerência'

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, voltou a criticar o projeto de lei que altera regras de dosimetria penal que tramita no Congresso Nacional. Durante a posse de novo superintendente da PF no Distrito Federal, Alfredo Junqueira, o chefe da corporação abordou o assunto.

— Nós precisamos ter coerência. Nós, autoridades públicas, dos três poderes, temos de ter coerência entre o discurso e a prática. Não vale pregar mais o recrudescimento de pena, proibir benefícios constitucionalmente previstos, e na hora da prática fazer outra coisa, como por exemplo propor anistia ou propor afrouxamento de penas para quem comete crime do crime organizado — disse em discurso proferido no mesmo dia em que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado deve analisar o projeto da Dosimetria.

Na segunda-feira, em conversa com jornalistas, o diretor-geral da PF também falou sobre o assunto ao defender que é preciso "de menos condescendência com o crime organizado, menos anistia e mais vigor".

A proposta da Dosimetria muda de forma significativa as punições aplicadas aos condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro e pela trama golpista. O projeto altera o cálculo de penas aplicadas a crimes contra o Estado Democrático de Direito, e pode reduzir a sentença do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão.