Quando falou do então deputado Jair Bolsonaro em 1993, o general Ernesto Geisel, presidente da ditadura entre 1974 e 1979, o classificou como “mau militar”. Não imaginava que, mais de três décadas depois, o capitão teria comandado o país e sido condenado por tentativa de golpe ao lado de três generais, um almirante e um tenente-coronel, além de dois policiais.
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A trajetória de Bolsonaro entre a insubordinação no universo militar — publicou em 1986 um artigo com reclamações sobre o valor do soldo e planejou explodir bombas em quartéis — e a prisão é marcada pela entrada na política, controvérsias e uma vitória eleitoral disruptiva em 2018.
Foi o presidente mais à direita que o Brasil já teve e reconfigurou o jogo nacional, até então pautado pela disputa entre PT e PSDB. Arrebatou uma legião de apoiadores fiéis e viu o próprio nome batizar um movimento político, o “bolsonarismo”. Com a imagem abalada depois de uma pandemia conduzida de forma caótica, virou o primeiro presidente a não conseguir se reeleger.
Nos últimos anos, após deixar o Planalto, a vida do capitão foi mais pautada pelas investigações que o cercaram do que por anseios políticos reais. Primeiro chefe de Estado brasileiro a ser condenado por tentativa de golpe, vai agora para a cadeia preventivamente, às vésperas da conclusão da ação penal. O ministro Alexandre de Moraes, do STF, considerou que havia risco de fuga e que não existiam mais condições para manter a prisão domiciliar.
Na linha do tempo abaixo, o GLOBO elenca os principais momentos da carreira militar e política de Bolsonaro.
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