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Eduardo Bolsonaro entra em lista de devedores da União após representação de ministro de Lula ao TCU

Eduardo Bolsonaro entra em lista de devedores da União após representação de ministro de Lula ao TCU

A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional determinou, na terça-feira, a inclusão do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) na dívida ativa da União. O parlamentar passou a figurar na lista de devedores por não ter quitado uma cobrança de R$ 13,9 mil feita pela Câmara dos Deputados, que busca restituir pagamentos feitos a ele durante o período em que viajou aos Estados Unidos.

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A cobrança surgiu após uma recomendação do Tribunal de Contas da União (TCU), em um processo movido em março pelo deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP), hoje ministro da Secretaria-Geral da Presidência no governo Lula. Naquela representação ao TCU, Boulos argumentou que Eduardo vinha acumulando ausências não justificadas desde a viagem aos EUA, em fevereiro, sem que a Câmara descontasse seu salário. Além disso, Eduardo também recebeu auxílio-moradia em março, quando já estava fora do Brasil.

O TCU orientou, no início de agosto, que a Câmara apurasse o "financiamento público" de Eduardo Bolsonaro "durante a sua estadia nos Estados Unidos da América". No mesmo mês, o Departamento de Finanças, Orçamento e Contabilidade da Câmara informou ao deputado que ele tinha uma "pendência" de R$ 13,9 mil por "recebimento indevido" de remuneração durante "licença para tratar de interesse particular".

Por falta de pagamento, a Câmara acionou no fim de outubro a Procuradoria da Fazenda Nacional, que determinou a inclusão de Eduardo na dívida ativa nesta terça.

"Em consulta aos autos (...), verifica-se que o devedor foi devidamente notificado/intimado, de acordo com os termos e o prazo normativo, para realizar o pagamento de valores líquidos e certos. Ante o exposto, DEFIRO o pedido de inscrição em dívida ativa da União", diz o despacho assinado pela procuradoria.

Cobrança recorrente

Antes da inclusão na lista de devedores, Eduardo foi cobrado pela Câmara em mais de uma oportunidade. Em setembro, o departamento de finanças da Casa voltou a lembrá-lo da necessidade de devolver recursos que não poderia ter recebido, por estar fora do mandato. O gabinete de Eduardo acusou leitura desta notificação no mesmo dia, mas não quitou a pendência.

Além da dívida de R$ 13,9 mil, a Câmara também cobrou mais R$ 4,1 mil em juros de Eduardo, pelo atraso no pagamento.

Eduardo ainda não se pronunciou sobre a inclusão na dívida ativa. Na semana passada, depois que veio a público a cobrança da Câmara, ele argumentou que suas faltas foram "causadas pela perseguição" que o levaram à condição, segundo ele próprio, de "deputado exilado".

Nas redes sociais, o ministro Guilherme Boulos, autor da representação original ao TCU, disse que a entrada de Eduardo na lista de devedores "ainda é pouco" e disse que o parlamentar "traiu seu próprio país" ao viajar para os EUA. Em solo americano, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) vem tentando articular o apoio do governo Donald Trump a medidas que beneficiem seu pai, condenado no inquérito da trama golpista e atualmente sob prisão domiciliar.

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