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Eduardo Leite diz que legado de Bolsonaro foi trazer Lula de volta e que 'eleitores não conhecem cardápio político'

Eduardo Leite diz que legado de Bolsonaro foi trazer Lula de volta e que 'eleitores não conhecem cardápio político'

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), afirmou que o "legado" do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi ter trazido de volta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), descrito por ele como "inviabilizado politicamente". A declaração foi dada durante uma palestra concedida ontem na Associação Comercial de São Paulo, ao lado dos governadores de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), e do Paraná, Ratinho Júnior (PSD). Cotados como presidenciáveis, os três participam desde a sexta-feira passada de um roteiro de eventos da sigla para a discussão de propostas.

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— O legado de Bolsonaro foi trazer Lula, que estava politicamente inviabilizado, de volta — disse o governador gaúcho. — Talvez o de Lula, se insistir na agenda de dividir, seja trazer o outro lado do grupo político de volta.

O trecho do discurso também foi compartilhado por ele nas redes sociais. Na ocasião, Leite também comentou sobre o desempenho dele e dos possíveis adversários nas pesquisas de intenção de voto. Dados da última pesquisa Datafolha, divulgada no final de semana, mostram que o presidente Lula lidera em todos os cenários de primeiro turno, incluindo em uma simulação em que enfrenta o senador Flávio Bolsonaro (PL), que registra 33%, e o governador gaúcho, que registra 3%.

— A intenção de votos reproduz aquilo que o eleitor conhece. E conhece o nome de uma família que tem uma marca, conhece o atual presidente, que vai para sua sétima eleição — afirmou. — É natural que eles tenham hoje liderança. Os eleitores não conhecem o cardápio público que vai ser colocado a eles no processo eleitoral.”

Durante o final de semana, Leite também disse que a legenda precisa apressar a definição de quem vai ser o candidato ao Palácio do Planalto. O presidente da sigla, Gilberto Kassab, chegou a anunciar que a escolha seria divulgada até o dia 15 de abril, mas a escolha pode acontecer antes.

— Entendo que não pode demorar. Do meu lado, acho importante que se defina antes do prazo de desincompatibilização — disse Leite ao GLOBO.

Se quiser ser candidato a qualquer cargo nas eleições de 2026, ele precisará renunciar ao cargo de governador até o dia 4 de abril. Caso ele não seja escolhido como candidato a presidente, um dos caminhos avaliados é disputar o Senado. No RS, Leite também trabalha para indicar o seu vice, Gabriel Souza (MDB), como sucessor, mas deverá enfrentar como opositores o deputado federal Luciano Zucco (PL-RS) e um nome escolhido como representante da esquerda.

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