A declaração de Valdemar Costa Neto, presidente do PL, de que considera o nome da deputada federal Rosana Valle para a corrida ao Senado em São Paulo, é mais um exemplo de que a sigla — e consequentemente o campo da direita — ainda não tem candidaturas consolidadas para a Casa em 2026. Rosana se juntaria a nomes como o do deputado federal Guilherme Derrite (PP), na corrida embolada ao Senado.
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No ano que vem, os candidatos disputarão as vagas ocupadas por Mara Gabrilli (PSD) e Giordano (MDB). A expectativa é que os conservadores centrem forças em duas candidaturas. Uma delas seria a de Derrite, que deixou a Secretaria da Segurança Pública (SSP). A outra seria do PL e estaria reservada para Eduardo Bolsonaro, principal nome da legenda no estado, que, porém, está nos Estados Unidos e tem futuro político incerto.
— Agora, nós estamos pesquisando também o nome da Rosana (Valle) para ser candidata a senadora em São Paulo — disse Valdemar em evento na Câmara Municipal de Mogi das Cruzes (SP).
Além de Eduardo, o PL elegeu outros deputados federais com votações expressivas em 2022, mas a maioria não deverá concorrer ou deixou a legenda. São nomes como Carla Zambelli (946.244 votos, presa na Itália), Ricardo Salles (640.918 votos, migrou para o Novo), Guilherme Derrite (239.772 votos, foi para o PP), Marco Feliciano (220.595 voos, já demonstrou vontade de concorrer ao Senado) e Rosana Valle (216.437 votos).
— A gente está vendo no Brasil inteiro esse movimento de mulheres que estão se organizando, tomando a frente e a presidente nacional do PL Mulher, Michelle Bolsonaro, hoje, sem dúvida, é o grande nome dessa força feminina dentro do PL e na política — afirmou Rosana Valle.
A deputada, porém, reconhece que entre o teste e a consolidação do nome há um caminho a ser percorrido:
— Eu sei que é um processo difícil, não vai ser decidido agora, vai ser decidido lá na frente, no tempo certo, com responsabilidade pela família Bolsonaro e também pela direção do PL.
Além de Valle e Feliciano, o PL considera a possibilidade de o vice-prefeito de São Paulo, Mello Araújo, concorrer ao Senado. Mello disse recentemente que não foi chamado para conversas por Valdemar e que a escolha de seu nome dependeria de Bolsonaro. Outra possibilidade levada em conta por Valdemar é o deputado estadual Tomé Abduch. Procurado, ele não retornou.
Salles: Senado ou governo
Para além dos muros do PL, o campo da direita tem na briga o deputado federal Ricardo Salles (Novo), que também tenta se viabilizar ao Senado. Salles, porém, não descarta se lançar em uma corrida pelo governo paulista.
— Serei candidato ao Senado ou eventualmente ao governo, se o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) for candidato a presidente — afirma Salles, que tentou ser candidato a prefeito em 2024, mas enfrentou resistências em seu então partido, o PL, razão pela qual migrou para o Novo.
Ontem, durante o evento que marcou sua saída da SSP, no batalhão das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), Derrite disse querer voltar à Câmara para atuar em pautas da segurança e evitou falar da eventual corrida ao Senado:
— Eu queria ser vereador lá em Porto Feliz (SP), na cidade da minha esposa. Mas a eleição é só em 2028... Não (saí da SSP pensando na candidatura ao Senado).
- Valdemar Costa Neto