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Haddad empata com Flávio Bolsonaro em simulação do Datafolha, mas tem desempenho pior que Lula

Haddad empata com Flávio Bolsonaro em simulação do Datafolha, mas tem desempenho pior que Lula

Pesquisa do Instituto Datafolha divulgada neste sábado, 7, aponta o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), empatado tecnicamente com o senador Flávio Bolsonaro (PL), do Rio de Janeiro, em uma simulação menos provável da disputa presidencial de outubro. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro aparece com 43% dos votos no segundo turno, contra 41% do petista.

A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, o que denota empate técnico. Ainda de acordo com o levantamento, 14% dos brasileiros optam pelo voto branco ou nulo, enquanto 1% dos entrevistados não soube ou quis responder a pergunta.

O presidente Lula (PT) sinaliza que disputará à reeleição, em busca de um quarto mandato. Ainda assim, o levantamento permite averiguar o nível de transferência de votos ao ministro da Fazenda, uma liderança forte dentro do partido que foi derrotada por Bolsonaro, em 2018, quando o chefe acabou impedido de concorrer pela Lei da Ficha Limpa.

A pesquisa indica que Lula teria hoje 46% dos votos no segundo turno contra Flávio Bolsonaro, que marca os mesmos 43%. Ou seja, nem todos os eleitores do atual presidente migram automaticamente para o ministro da Fazenda.

Já no primeiro turno, Haddad apresenta desempenho significativamente pior do que o do padrinho político: 21% o escolheram, contra 33% de Flávio, 11% de Ratinho Júnior (PSD), 5% de Romeu Zema (Novo), 4% de Renan Santos (Missão) e 2% de Aldo Rebelo (DC).

Lula pontua entre 38% e 39%, contra 32% a 34% de Flávio, a depender dos adversários listados — a principal dúvida recai atualmente sobre o escolhido do PSD (Eduardo Leite e Ronaldo Caiado tentam candidatura no lugar de Ratinho) e a confirmação de Zema no jogo (o PL cogita atraí-lo para a chapa).

O Datafolha ouviu 2.004 eleitores entre os dias 3 e 5 de março, em 137 municípios. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral com o protocolo BR-06798/2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

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