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Lula faz aceno a evangélicos e reconhece música gospel como manifestação cultural: 'Importante para o acolhimento'

Lula faz aceno a evangélicos e reconhece música gospel como manifestação cultural: 'Importante para o acolhimento'

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou decreto nesta terça-feira que reconhece a música gospel como manifestação cultural em um gesto de aproximação com o segmento evangélico. A cerimônia contou com a participação do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), parlamentares evangélicos, como a senadora Eliziane Gama (PSB), o deputado Otoni de Paula (MDB-RJ) e a deputada Benedita da Silva (PT-RJ), e com cantores de música gospel.

Ao discursar, Lula afirmou que o "ato é simples", mas tem "força simbólica" e é um "importante de acolhimento e respeito" ao povo evangélico brasileiro:

— A assinatura desse decreto representa mais um passo importante de acolhimento e respeito a comunidade e ao povo evangélico do Brasil. É um ato simples mas com força simbólica muito profunda. Com esse decreto o estado brasileiro confirma que a fé também se expressa com cultura, como identidade e história viva do nosso povo — afirmou Lula.

O presidente também agradeceu a sugestão do decreto, feita pela senadora Eliziane Gama, em uma conversa em seu gabinete e reconheceu que se "dependesse dele", possivelmente o decreto não sairia:

— Esse decreto surgiu por conta de uma conversa minha com a (senadora) Eliziane (Gama), ela apareceu no meu gabinete, com um papel na mão e falou: "presidente, transforma música gospel num patrimônio nacional". E eu liguei para a companheira Margareth e disse: "vamos fazer isso". E sua reivindicação está sendo atendida por que é fazer justiça ao povo evangélico e à música gospel. É apenas um reconhecimento — afirmou — Se dependesse de mim, possivelmente não saísse esse decreto. Se não tivesse alguém que falasse: 'Presidente, se manca aí, vamos faze esse decreto'.

Após a cerimônia, Lula, Otoni e Eliziane fizeram uma oração, em momento que foi registrado e divulgado por Lula nas redes sociais. Otoni já teve proximidade com o ex-presidente Jair Bolsonaro, mas posteriormente passou a ser visto pelo Planalto como uma ponte com o segmento evangélico.

Lula elogiou a iniciativa da primeira-dama Janja da Silva que tem se reunido com núcleos de mulheres evangélicas em diferentes regiões do país. O movimento de Janja faz parte de um gesto do governo para se aproximar do segmento.

— Fiquei feliz que porque ela (Janja) resolveu fazer reuniões com mulheres evangélicas, isso é muito importante. Um governo não tem que ter lado, governo não tem que ter religião, não tem que ter partido. Pode pertencer a um partido para se eleger, mas na hora de governar, é para todos.

O anúncio do decreto foi feito por Lula na última reunião ministerial de 2025, 17 de dezembro, e teve como destinatário direto o advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) e evangélico.

— Vamos transformar a música gospel, Messias, em patrimônio. Na semana que vem, você pode estar preparado porque, além de ser ministro da Suprema Corte, você vai poder cantar música gospel no Palácio do Planalto — disse Lula.

  • Brasília