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Lula reúne auxiliares, STF e PGR por ação contra crime organizado, e ministro da Justiça defende ação articulada

Lula reúne auxiliares, STF e PGR por ação contra crime organizado, e ministro da Justiça defende ação articulada

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu nesta quinta-feira ministros e representantes do Supremo Tribunal Federal, Procuradoria-Geral da República, Polícia Federal e Banco Central e defendeu uma ação articulada de combate ao crime organizado.

— A decisão de Lula é elevar ao status de ação de Estado o combate ao crime organizado. Os órgãos estarão empenhados em desenvolver uma ação articulada para combate ao crime organizado. Percebemos que as ações de governo, por mais competentes e determinadas que sejam, para que alcancem determinado grau de eficácia, precisam desses órgãos de Estado — disse ao fim do encontro o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva.

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou que há um "compromisso reiterado" no combate ao crime organizado e citou a "integração doméstica" entre Receita Federal, Banco Central, a Controladoria Geral da União e agências de inteligência:

— O enfrentamento da questão da descapitalização do crime organizado, enfrentar o poder econômico, enfrentar o andar de cima do crime organizado, com estratégia, com inteligência, com planejamento, para que a gente tenha resultados efetivos e perenes de todas as nossas ações.

Participaram da reunião chamada por Lula o vice-presidente Geraldo Alckmin; o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva; ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira; vice-presidente do Supremo Tribunal Federal, Ministro Alexandre de Moraes; procurador- geral da República, Paulo Gonet; diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Augusto Passos Rodrigues; secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan; secretário especial da Receita Federal do Brasil, Robinson Barreirinhas e o presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo.

De acordo com Lima e Silva, a iniciativa busca azeitar a sintonia entre Polícia Federal, Ministério Público e Judiciário para que haver maior efetividade no combate ao crime:

— Queremos ajustar essa sintonia de como isso vai acontecer, como uniformizamos esses procedimentos respeitando as garantias e respeitado a autonomia desses órgãos, mas produzindo uma sintonia que seja capaz de aumentar a efetividade dessas iniciativas. Porque vocês imaginam que os órgãos de persecução, como a Polícia Federal, a Receita Federal, elas por si só não podem viabilizar sozinhas resultados concretos de medidas que precisam passar pelo Ministério Público, chegar no Judiciário para que tenham a efetividade necessária para combater o crime. A única forma de viabilizar que essa racionalização, essa integração e essa articulação venham lá ao alcance é envolvendo esses parceiros — explicou o ministro.

Lima e Silva tomou posse oficialmente na tarde desta quinta-feira no Palácio do Planalto com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ex-titular da pasta Ricardo Lewandowski. O Planalto não fez convites para a cerimônia que foi fechada no gabinete presidencial.

A agenda também permitiu que Wellington e o antecessor conversem pela primeira vez. Lewandowski deixou o cargo na última sexta-feira. O Ministério da Justiça vinha sendo comandado interinamente pela seu secretário-executivo Manoel Carlos de Almeida Neto, que pediu para deixar o posto na tarde desta quinta.

Wellington, que foi anunciado por Lula como ministro na terça-feira, fará também seu segundo dia de transição na pasta. O novo ministro tem recebido uma série de informações sobre as atribuições do ministério, um dos mais importantes da Esplanada.

O ministro indicado tem feito a transição acompanhado apenas de um assessor e ainda não tem nomes confirmados para a equipe. Os atuais secretários do Ministério da Justiça também não foram chamados para conversar pelo novo ministro. Aliados de Wellington afirmam que ele está concentrado na transição e deverá fazer trocas na equipe.

Na quarta-feira, a primeira reunião de transição foi feita com Manoel Carlos. Na conversa, o novo ministro recebeu uma série de relatórios com o diagnóstico de cada uma das secretarias do ministério: Justiça (Senajus), Consumidor (Senacon), Políticas sobre Drogas (Senad), Segurança Pública (Senasp), Políticas Penais (Senappen), Assuntos Legislativos (SAL), Acesso à Justiça (Saju), e Direitos Digitais (Sedigi).

Durante a reunião técnica, Wellington também recebeu um compilado de informações importantes da Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Força Nacional e ficou ciente da situação dos quatro fundos da pasta: Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP), o Fundo Penitenciário Nacional (FUNPEN), o Fundo Nacional Antidrogas (FUNAD) e o Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD).

Indicado de Lula ao Supremo Tribunal Federal, o advogado-geral da União, Jorge Messias, tem dado apoio e conselhos a Wellington neste início de gestão. Os dois são próximos e Messias foi um dos nomes que defendeu a ida de Wellington ao Ministério da Justiça.

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