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Mendonça autorizou quebra de sigilo de filho de Lula antes de CPI após pedido da PF

Mendonça autorizou quebra de sigilo de filho de Lula antes de CPI após pedido da PF

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou em janeiro a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, o filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após um pedido da Polícia Federal.

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A quebra já havia sido autorizada antes que a CPMI do INSS tomasse a mesma decisão. A informação sobre a autorização dada por Mendonça foi publicada pelo site Poder 360 e confirmada pelo GLOBO. 

A CPI do INSS aprovou, nesta quinta-feira, um pacote de requerimentos que inclui a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e de Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master.

No fim do ano passado, a PF informou ao Supremo que apurava citações a Fábio Luís o inquérito. Na representação, os investigadores diziam que o filho do presidente "em tese, poderia atuar como sócio oculto" Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. A PF ressalvou, no entanto, que não "há indícios" de que ele "esteja diretamente envolvido nas condutas relativas aos descontos associativos fraudulentos".

Um pouco antes, o GLOBO revelou um áudio em que uma empresária próxima de Lulinha discute com o careca do INSS a dispensa de licitação para o fornecimento de remédios à base de cannabis ao Ministério da Saúde. O contrato acabou não indo para frente. A PF apura se, além da atuação no INSS, o careca tentava amplificar a sua rede de negócios para outros órgãos públicos, como o ministério da Saúde.

Como mostrou o GLOBO, a defesa do filho mais velho do presidente protocolou um pedido ao STF para ter acesso aos autos do inquérito que apura irregularidades em descontos do INSS. A solicitação foi feita no fim de janeiro, mas ainda não foi respondida pelo ministro André Mendonça.

CPMI do INSS

No caso da CPI, o pedido de quebra de sigilo do filho de Lula — apresentado pelo relator Alfredo Gaspar (União-AL) — foi justificado pela suspeita de que ele teria atuado como sócio oculto de Antônio Camilo Antunes.

Além deles, passaram pedidos de novas convocações e solicitações de informações a órgãos públicos e empresas investigadas. Ao todo, mais de 80 requerimentos foram colocados em votação e, por decisão do colegiado, apreciados de uma só vez em bloco.

Após a aprovação, contudo, iniciou-se uma confusão no colegiado, com protesto de parlamentares governistas pela forma como a votação ocorreu, de forma simbólica — em que os votos de cada um não são computados individualmente. A sessão foi interrompida em seguida.

O presidente da CPI, Carlos Viana (PSD-MG), declarou que quem era contra o pacote de requerimentos teria que se levantar. Ele, então, contou sete parlamentares de um quórum de 31. E anunciou a aprovação dos itens da pauta, que incluía a quebra do sigilo de Fábio Luis, de uma empresária amiga dele, de uma ex-publicitária do PT e do ex-sócio do Banco Master.

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