UNO MEDIA

Michelle diz que Bolsonaro caiu em prisão na PF e bateu cabeça em móvel

Michelle diz que Bolsonaro caiu em prisão na PF e bateu cabeça em móvel

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou nesta terça-feira que o ex-presidente Jair Bolsonaro não está bem após ter passado mal durante a madrugada na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde cumpre pena.

Em publicação nas redes sociais, Michelle relatou que o marido sofreu uma crise enquanto dormia, caiu e bateu a cabeça em um móvel, sem detalhar a natureza do episódio.

Segundo a ex-primeira-dama, como Bolsonaro está detido em uma sala especial da Polícia Federal, o atendimento médico só ocorreu quando ele foi chamado para a visita. Michelle esteve na unidade da PF na manhã desta terça-feira e informou, na mesma postagem, que aguardava a chegada de um delegado para esclarecer como foram prestados os primeiros socorros.

O ex-vereador Carlos Bolsonaro afirmou que encontrou o pai artodoado, com hematoma no rosto e sangramento nos pés após a queda. Em publicação nas redes sociais, ele relatou que a família só tomou conhecimento do episódio na manhã seguinte e criticou o que classificou como demora na autorização para que Bolsonaro fosse levado ao hospital para exames.

Integrantes da Polícia Federal, em caráter reservado, afirmaram que houve atendimento no local e minimizaram a gravidade do incidente.

Em nota, a corporação afirmou que Bolsonaro foi examinado por um médico da PF que não identificou a necessidade de encaminhamento hospitalar, e que eventual ida ao hospital depende de autorização do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo eles, o ex-presidente foi atendido na manhã desta terça-feira após relatar à equipe de plantão que havia sofrido uma queda durante a madrugada.

O cardiologista Brasil Ramos Caiado foi acionado e esteve na unidade para realizar uma avaliação clínica do ex-presidente.

O episódio ocorre poucos dias após Bolsonaro ter apresentado melhora no quadro de saúde, segundo relatos de pessoas que tiveram contato com ele recentemente. Submetido a procedimentos médicos na semana passada, o ex-presidente estava, desde o retorno à custódia da Polícia Federal, no dia 1º, sem crises recorrentes de soluço, sintoma que vinha se repetindo com frequência nas semanas anteriores.

Bolsonaro ficou nove dias internado no hospital DF Star, onde passou por cirurgia de hérnia inguinal bilateral. Durante a internação, iniciada em 24 de dezembro e encerrada no primeiro dia do ano, ele também foi submetido ao bloqueio do nervo frênico, procedimento indicado para conter crises persistentes de soluços, associadas pelos médicos a complicações decorrentes da facada sofrida durante a campanha presidencial de 2018.

Desde o retorno à Superintendência da Polícia Federal, aliados e interlocutores relatavam que Bolsonaro apresentava evolução clínica considerada positiva, com apenas um episódio isolado de soluços. Ainda assim, pessoas ouvidas sob reserva afirmam que ele vinha se queixando de dificuldades para dormir, atribuídas ao funcionamento contínuo e ao ruído do sistema de ar-condicionado da unidade.

A defesa levou a reclamação ao Supremo Tribunal Federal. Em petição encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes, os advogados afirmaram que o barulho compromete o repouso do ex-presidente e solicitaram medidas como isolamento acústico ou adequação do espaço. Nesta segunda-feira, Moraes determinou que a Polícia Federal se manifeste, no prazo de cinco dias, sobre as condições relatadas.

Bolsonaro está preso desde o fim de novembro na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão, imposta pelo STF por envolvimento na tentativa de golpe de Estado.