O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça-feira a visita dos advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está internado no hospital DF Star após passar mal durante a madrugada do último dia 13 no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como "Papudinha", onde cumpre prisão.
A decisão foi tomada após pedido da defesa, que solicitou autorização para que os advogados Paulo Amador da Cunha Bueno e Daniel Bettamio Tesser pudessem ter acesso ao ex-presidente durante a internação. Moraes determinou a liberação da visita "observadas as regras do hospital", ainda para esta terça-feira.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão, em regime inicial fechado, após condenação por tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
No pedido apresentado ao STF, a defesa sustenta que a internação decorre de um agravamento de um quadro clínico já considerado delicado e classifica o episódio como um "fato superveniente de extrema gravidade".
Os advogados afirmam que Bolsonaro foi diagnosticado com pneumonia bacteriana após um episódio de broncoaspiração, além de apresentar febre, queda na saturação de oxigênio e hipotensão.
De acordo com a petição, relatórios médicos apontam que o ex-presidente tem histórico de doenças respiratórias, apneia do sono e outras comorbidades, o que exigiria monitoramento contínuo e resposta médica imediata em caso de intercorrências.
A defesa também argumenta que o ambiente de custódia não oferece condições adequadas para esse tipo de acompanhamento, destacando que, no episódio recente, houve intervalo de horas entre o início dos sintomas e o atendimento médico — o que teria ampliado os riscos clínicos.
Com base nesses elementos, os advogados voltaram a pedir a concessão de prisão domiciliar humanitária, afirmando que a medida é necessária para garantir tratamento adequado e evitar novos episódios graves.
O pedido, no entanto, ainda não foi analisado por Moraes. A decisão desta terça-feira se limitou a autorizar o acesso da defesa ao ex-presidente durante a internação.