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Motta diz que 'segurança não pode ser apenas ação repressiva do Estado'

Motta diz que 'segurança não pode ser apenas ação repressiva do Estado'

O presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) disse que "a segurança pública não pode ser vista apenas como uma ação repressiva do Estado", após a megaoperação policial contra o Comando Vermelho no Rio de Janeiro que deixou 121 mortos na última terça-feira. Em entrevista à CNN, o parlamentar afirmou que o tema deve ser tratado como "uma política ampla, que reconhece as dimensões sociais e econômicas na origem da violência".

Na ocasião, Motta se colocou a favor de investimentos em inteligência, educação, tecnologia, descritos como "essenciais para proteger a sociedade e aqueles que arriscam suas vidas diariamente para garantir a ordem e a paz". Perguntado sobre o papel do Congresso para a resolução do problema, ele disse que, ao longo de seus oito meses de gestão, teriam sido aprovadas mais de 40 matérias relacionadas ao tema, que iriam "desde o fortalecimento das forças policiais até o aperfeiçoamento das políticas de prevenção".

Em paralelo, o presidente Lula (PT) sancionou ontem uma lei (União), que promove mudanças na legislação para fortalecer o combate ao crime organizado. A nova determinação tipifica dois novos crimes contra acusados de obstrução de investigações contra organizações criminosas, orienta o envio de investigados a prisões de segurança máxima e amplia a proteção de autoridades que atuam na área. O sanção presidencial foi celebrada por Motta em um post no X, no qual parabenizou o senador Sergio Moro (União-PR) pela autoria da proposta e o deputado Rubens Pereira Jr. (PT-MA) pela relatoria do texto na Câmara, onde foi aprovado no início deste mês. "O combate ao crime não é novidade, sempre foi prioridade", escreveu.

Além disso, o ministro Ricardo Lewandowski e o governador do Rio, Cláudio Castro (PL-RJ), anunciaram ontem a criação de um escritório conjunto de combate ao crime organizado no estado, mesmo após trocarem farpas ao repercutirem a operação.

Castro, por sua vez, também tem recebido acenos de governadores de direita, como Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, Romeu Zema (Novo), de Minas, Jorginho Mello (PL), de Santa Catarina, e Mauro Mendes (União), do Mato Grosso. Ontem, o grupo participou de uma reunião, por videoconferência, em apoio ao governador do Rio, e articula um encontro presencial nesta quinta-feira no Palácio Guanabara. O evento também poderá com a presença dos chefes dos Executivos do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), e da vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão (União Brasil).

  • Celina Leão
  • Eduardo Leite
  • Hugo Motta
  • Jorginho Mello
  • Mauro Mendes
  • Ratinho Junior
  • Ricardo Lewandowski
  • Romeu Zema
  • Tarcísio de Freitas