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Nikolas Ferreira e Esquerdogata dispensam conciliação em processo por difamação

Nikolas Ferreira e Esquerdogata dispensam conciliação em processo por difamação

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e a influenciadora digital Aline Bardy Dutra, conhecida como Esquerdogata, dispensaram um possível acordo judicial de conciliação. O bolsonarista move um processo de difamação contra ela. A recusa ocorreu após audiência no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) na terça-feira.

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A batalha judicial ocorre após Nikolas apresentar queixa-crime à Polícia Civil de São Paulo contra a influenciadora. No documento, o parlamentar alega que Aline publicou um vídeo, em fevereiro do ano passado, no qual dizia que o bolsonarista era um dos “responsáveis pelo maior esquema de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas”, além de atribuir a ele “o termo pejorativo de ‘Chupetola’”.

Com 805 mil seguidores em seu perfil no Instagram, a influenciadora se apresenta como uma “comunicadora popular”. Nas redes, Aline compartilha conteúdos sobre política, cultura e direitos humanos, misturando humor e ativismo em vídeos sobre o cenário político atual. Em uma publicação recente, ela comenta uma fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o uso de drogas.

“Não é sobre ‘passar pano’, é sobre entender. O tráfico se fortalece porque existe demanda — e essa demanda vem de pessoas doentes, que precisam de tratamento, não de cadeia. É uma questão de saúde pública antes de tudo. O problema é uma frase dessa colocada por uma sociedade que tem a profundidade de um pires para tratar de assuntos complexos”, escreveu.

A influenciadora ganhou destaque ao gravar uma série de vídeos em frente à casa do ex-presidente Jair Bolsonaro vestindo uma camisa da Seleção Brasileira de futebol. Em um deles, Aline pergunta a um segurança se poderia se ajoelhar na calçada para uma oração. Ela encerra a fala com a frase “Deus que elimine”, o que gerou polêmica. A gravação foi republicada no perfil de um dos seus advogados, Roberto Bertholdo.

“Figura de linguagem, a gente aprende no fundamental dois”, diz em outro vídeo publicado no mesmo mês, explicando que não desejava a morte do ex-chefe do Executivo, mas sim que ele “fique vivo e pague pelos seus crimes”.

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