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Novo tenta filiar Carol de Toni para montar 'palanque triplo' ao Senado em Santa Catarina

Novo tenta filiar Carol de Toni para montar 'palanque triplo' ao Senado em Santa Catarina

Após a deputada federal catarinense Caroline de Toni informar a presidência do PL que está de saída do partido, o Novo reforçou o convite feito para a filiação da parlamentar, articulado desde o fim do ano passado. A reaproximação ocorre após a bolsonarista ter sido preterida pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, para ser um dos nomes da legenda na disputa pelo Senado. O Novo já faz parte da chapa de reeleição do governador do estado, Jorginho Mello (PL), com a indicação do prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo), para a vaga de vice, e está disposto a também ter Carol como candidata à Casa Legislativa.

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— Pelo Novo, a candidatura da Carol ao Senado é inegociável. O Brasil precisa de senadores com independência, preparo técnico e coragem para cumprir o papel constitucional do Senado, e a Carol reúne todas essas condições — afirmou Eduardo Ribeiro, que comanda o diretório nacional do partido.

Caso a filiação de Carol se concretize, Jorginho terá o ex-vereador pelo Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PL) e o senador Espiridião Amin (PP) como postulantes ao Senado na sua chapa majoritária, além de uma terceira candidata aliada na disputa para a mesma vaga.

Apesar de incomum, a costura do "palanque triplo" é permitida, uma vez que a construção das coligações para a candidatura ao governo não impede que seus partidos integrantes também lancem nomes próprios ao Senado. Foi dessa forma, por exemplo, que o senador Sergio Moro foi eleito pelo Paraná em 2022, quando o União Brasil e outros partidos que apoiavam a reeleição do governador Ratinho Júnior (PSD) decidiram lançar candidatos avulsos para a Casa Legislativa.

Neste ano em SC, a costura tende a beneficiar diretamente o Novo, que ocupará dois espaços no núcleo mais próximo ao governador, hipótese descrita como inviável há duas semanas, após a indicação de Adriano Silva como vice. À época, interlocutores tinham expectativa de que a escolha do candidato do Novo afastasse Espiridião Amin da chapa majoritária e o aproximasse da candidatura do prefeito de Joinville, João Rodrigues (PSD). O deslocamento deixaria espaço para que Carol concorresse ao Senado ainda pelo PL, junto a Carlos.

A expectativa, no entanto, foi frustrada nesta semana, quando o presidente do PL, Valdemar, comunicou a deputada na terça-feira que manteria Amin na composição em função de um acordo firmado com o PP, comandado nacionalmente pelo senador Ciro Nogueira (PI). No dia seguinte, eles conversaram novamente e a parlamentar informou a ele sua decisão de deixar o partido.

Procurada pelo GLOBO, a equipe de Carol disse que a deputada ainda não decidiu a qual sigla se filiará para disputar o Senado, mas relatou que recebeu convites de seis partidos: Novo, PRD, Avante, Podemos, MDB e PSD.

  • Caroline De Toni
  • Ratinho Junior
  • Sergio Moro