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PF apreende relógios, caixas de vinho, celulares e dinheiro vivo no apartamento funcional do deputado Antônio Doido

PF apreende relógios, caixas de vinho, celulares e dinheiro vivo no apartamento funcional do deputado Antônio Doido

Agentes da Polícia Federal apreenderam caixas de vinho, relógios, dinheiro em espécie e celulares nos endereços do deputado federal Antônio Leocádio dos Santos, conhecido como Antônio Doido (MBD-PA). Ele foi alvo nesta terça-feira da operação Igapó, que investiga um suposto esquema de desvio de verbas públicas por meio de fraudes em licitações no Pará.

Ao todo, a PF cumpriu 31 mandados de busca e apreensão no Pará e no Distrito Federal. A reportagem tenta contato com o deputado.

A quantia encontrada nas casas de Doido somaram R$ 72 mil em dinheiro vivo.

Além da apreensão desses objetos, os agentes encontraram celulares caídos no gramado do prédio onde o deputado mora. Alguém teria lançado os aparelhos pela janela durante a ação policial.

Relógios apreendidos durante operação que mira o deputado federal Antônio Doido — Foto: Reprodução/ Polícia Federal
Relógios apreendidos durante operação que mira o deputado federal Antônio Doido — Foto: Reprodução/ Polícia Federal

O caso se refere a um inquérito aberto por determinação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), em agosto, para investigar Antônio Doido por suspeita de desviar dinheiro de contratos públicos do governo do Pará para financiar campanhas eleitorais de 2024. Naquele ano, ele e o irmão concorreram à prefeitura de Ananindeua e Ourém, no Pará - os dois saíram derrotados do pleito. A investigação estava tramitando na Justiça Eleitoral do Estado, mas foi remetida ao Supremo por envolver o parlamentar, que tem foro privilegiado.

Duas empresas alvos da Operação foram registradas no nome da mulher do parlamentar e de um "gerente" de uma fazenda do deputado. A PF considerou que eles atuavam como "pessoas interpostas" de Antônio Doido. O contrato sob investigação se refere a uma licitação de obras no Canal do Bengui, em Belém, que custaria R$ 142 milhões.

"Já foram expostos acima os elementos que indicam de forma veemente a prática de delitos diversos pela organização criminosa investigada, que vão desde crimes eleitorais e crimes licitatórios diversos, como a frustração do caráter competitivo do procedimento licitatório e a fraude em licitação e contrato, até a corrupção e lavagem de dinheiro", diz a representação da PF.