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PL filia presidente da Fiemg, mas não decide se lança candidato ao governo de Minas ou compõe com chapa com Cleitinho

PL filia presidente da Fiemg, mas não decide se lança candidato ao governo de Minas ou compõe com chapa com Cleitinho

O presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, se filiou ao PL na noite desta terça-feira, em Brasília, mas ainda não houve decisão se o empresário irá concorrer ao governo de Minas Gerais ou se será indicado a vice em outra chapa. A sigla discute se lança candidatura própria, se apoia o governador Mateus Simões (Novo) ou se fecha aliança com o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos).

— Se o PL entender por bem que devo participar dessa ou daquela missão, estarei disponível — afirmou Roscoe.

O presidente do partido, Valdemar Costa Neto, destacou o crescimento da legenda e indicou a estratégia para o estado.

— Fico feliz de o senhor estar dando essa oportunidade de mostrar que nosso partido está crescendo com homens preparados. É um orgulho para nós. Nosso partido, graças ao presidente Bolsonaro, está tendo um crescimento e baterá todos os recordes. Domingos Sávio será nosso candidato ao Senado. Temos outras frentes para disputar e vamos encontrar o melhor caminho — disse.

O ato de filiação também reuniu outras lideranças do partido, como Rogério Marinho (PL-RN), Altineu Côrtes (PL-RJ), Domingos Sávio (PL-MG), Zé Vitor (PL-MG), Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Lafayette de Andrada, que também se filiou à sigla.

O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), citado por aliados como o “campeão de votos” do partido — com mais de 1 milhão de votos em 2022 — não compareceu por motivo de saúde na família.

Nos discursos, dirigentes destacaram o perfil técnico do novo filiado e o potencial de crescimento da bancada no estado.

— Temos a alegria de receber um quadro muito qualificado. Minas merece homens à altura desse desafio. Nessa eleição, temos a oportunidade de dobrar o número de deputados no estado — disse Rogério Marinho, coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro.

Lafayette de Andrada também ressaltou a entrada de Roscoe como um ativo político para o grupo.

— Receber a figura do Flávio Roscoe, que é uma das grandes revelações da vida pública mineira. Tenho certeza de que ele irá formular políticas públicas.

Nos bastidores, Roscoe é visto como uma alternativa para manter o partido no controle do palanque no estado, seja como candidato ao governo ou como nome para compor uma chapa — especialmente na hipótese de acordo com Cleitinho.

A avaliação de dirigentes é que, sem um nome próprio, o PL corre o risco de ficar dependente de projetos externos em um estado considerado estratégico para a eleição presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Sem trajetória eleitoral, Roscoe ganhou força justamente por ser tratado como um outsider dentro do partido. A leitura interna é que o perfil empresarial pode ajudar a ampliar o alcance da direita para além do núcleo político tradicional, dialogando com o setor produtivo e com eleitores menos vinculados a partidos.

Além disso, dirigentes avaliam que um nome de fora da política reduz desgastes entre as diferentes alas do PL em Minas, que hoje estão divididas sobre o melhor caminho eleitoral. Nesse cenário, o empresário aparece como uma espécie de “ponto de equilíbrio” possível, capaz de evitar que o partido fique preso a disputas internas ou subordinado a outras candidaturas.

Ao mesmo tempo, a possibilidade de aliança com Cleitinho divide o partido. O senador aparece bem posicionado nas pesquisas e é visto como competitivo, mas há resistência interna a abrir mão de uma candidatura própria.

A definição sobre o papel de Roscoe deve ficar para as próximas semanas, à medida que avancem as negociações locais e o partido tente calibrar o custo entre lançar um nome próprio ou compor com uma candidatura já competitiva. Procurado pelo GLOBO, Cleitinho se disse aberto à possibilidade de tê-lo como vice, mas negou articulações.

— Ainda não me procuraram, mas vamos conversar — afirmou.