Cotado para ser o candidato apoiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao governo de Minas Gerais, o senador Rodrigo Pacheco (PSD) compartilhou um vídeo em que a pré-candidata da chapa ao Senado faz um apelo público para que ele concorra no estado. A ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT) divulgou imagens de um ato na cidade mineira em que pede, ao microfone, com apoio da militância local, que Pacheco entre na disputa.
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Em conversas privadas, o senador se assume candidato em Minas, com apoio de Lula e como palanque no estado para a reeleição do presidente. No entanto, como reportou o colunista do GLOBO Lauro Jardim, ele segue inseguro quanto à formação da chapa.
Lula tenta convencer Pacheco a ser candidato de uma chapa apoiada pelo PT, embora, oito anos atrás, ele tenha derrotado Dilma Rousseff na corrida ao Senado, impulsionado pela onda do antipetismo. Tornou-se persona non grata do bolsonarismo em 2022 e, até dezembro, era o favorito entre senadores para uma indicação ao Supremo Tribunal Federal. "Montar o palanque de Lula em Minas, possivelmente pelo PSB, parece ser o pedágio para uma futura indicação", explica a newsletter desta semana de Thomas Traumann.
O vídeo de Marília foi gravado no domingo e compartilhado primeiro nas redes sociais da ex-prefeita. Pacheco, então, replicou o conteúdo em seu perfil no Instagram. O senador, a ex-prefeita e o presidente Lula estiveram juntos dias antes, durante a entrega de ônibus escolares em Sete Lagoas (MG).
"Externo meu agradecimento ao presidente Lula e ao ministro da Educação, Camilo Santana, pela disposição em auxiliar muitas cidades de Minas Gerais com essa relevante iniciativa. Eu afirmei, durante o ato, que precisamos realizar efetivamente as boas práticas políticas", escreveu nas redes sociais, após o ato.
Até o momento, Pacheco não oficializou a pré-candidatura ao Palácio Tiradentes nem cravou por qual partido se lançaria à corrida. O senador precisará trocar de legenda para disputar o governo de Minas Gerais, já que o PSD filiou o governador Matheus Simões no final do ano passado com a intenção de lançá-lo como sucessor de Romeu Zema (Novo).
Nas últimas semanas, Pacheco conversou com integrantes do MDB e do União Brasil, mas não houve acordo. Na semana passada, ele encaminhou sua filiação ao PSB. Os ajustes para a pré-candidatura foram debatidos durante um jantar, Brasília, com o presidente do partido, João Campos, e outros integrantes da legenda, como o vice-presidente Geraldo Alckmin, a deputada Tabata Amaral (SP) e o ex-presidente da sigla Carlos Siqueira.
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O presidente do PT, Edinho Silva, já havia conversado com João Campos nos últimos dias sobre a negociação para viabilizar a candidatura de Pacheco a governador. No PT, o cenário já é dado como certo. Mas o PSB ainda não fez um anúncio oficial.