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Presidente da CPI do INSS se reúne com André Mendonça para pedir prisões de envolvidos no escândalo

Presidente da CPI do INSS se reúne com André Mendonça para pedir prisões de envolvidos no escândalo

O presidente da CPI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG) se reuniu nesta quarta-feira com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça com o objetivo de criar um canal de cooperação e troca de informações sobre o escândalo dos descontos irregulares na folha de pagamento do Instituto Nacional do Seguro Social. Mendonça conduz o inquérito na Corte.

Após sair do encontro, Viana anunciou que pediu "pessoalmente" ao ministro o cumprimento de prisões preventivas contra 21 suspeitos do escândalo. Entre eles, estão ex-dirigentes do INSS e lobistas. As ações foram aprovadas pela CPI em 2 de setembro e aguardam uma resposta do Supremo.

"Os investigados possuem aviões, vistos e recursos para deixar o país, e não podem permanecer impunes" afirmou Viana em um posto na sua rede social. "Reforcei ao Ministro minha confiança em seu trabalho e minha convicção de que essa relatoria em suas mãos será fundamental para garantir justiça aos aposentados, às viúvas e aos órfãos do Brasil" acrescentou ele.

Segundo o gabinete do senador, a ideia do encontro era solicitar o compartilhamento de inquéritos e informações nas quais o STF possa contribuir com as apurações da CPI. Viana também tratou com Mendonça sobre recentes habeas corpus concedidos pelo Supremo, que desobrigaram convocados a responder aos parlamentares e até a comparecer ao colegiado. Um deles é o caso do empresário Maurício Camisotti, considerado uma das peças chaves do suposto esquema de fraudes.

"Deixei claro que quero vê-lo presencialmente diante desta Comissão, prestando esclarecimentos ao povo brasileiro", escreveu o senador

As decisões do Supremo em favor de convocados da CPI viraram alvo de críticas de Viana nas últimas sessões.

— O depoente de hoje vem sob um habeas corpus mais amplo. O STF entendeu que nós [congressistas] não podemos nem confrontá-lo. Ele pode ficar calado diante das quebras de sigilo, então tem mais essa né? — afirmou Viana na última segunda-feira, referindo-se à oitiva do economista Fernando Cavalcanti. Segundo ele, essas decisões corpus têm "piorado" a imagem do Judiciário.

Em ofícios enviados à CPI, a Polícia Federal afirmou que só poderia enviar informações dos inquéritos que tramitam no Supremo com o aval de Mendonça - o que não aconteceu ainda.

A investigação subiu para o STF em junho devido ao envolvimento de investigados com foro privilegiado. Em abril, a PF deflagrou a operação Sem Desconto com o intuito de desmantelar um esquema no INSS que fazia descontos indevidos de aposentados e pensionistas.

Em uma nova fase, em setembro - já sob relatoria de Mendonça -, a PF saiu às ruas para prender preventivamente os empresários Antônio Carlos Antunes, o Careca do INSS, e Maurício Camisotti, que são acusados de serem os principais operadores do suposto esquema.