O presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior, pediu o afastamento de Léa Bressy Amorim da função de vice-presidente do Instituto e também do cargo de diretora de Tecnologia da Informação. O pedido consta de um ofício enviado ao ministro da Previdência, Wolney Queiroz na sexta-feira.
No documento, Waller Júnior cita a fase da Operação Sem Desconto, que apura fraudes contra os aposentados do INSS e que terminou com a prisão do ex-presidente do Instituto Alessandro Stefanutto.
Léa Bressy é ligada a Stefanutto e quando Waller Júnior assumiu a presidência do INSS, em abril deste ano, ela já ocupava o cargo de vice-presidente.
Stefanutto foi afastado do cargo quando a Operação foi deflagrada.
Na carta ao ministro, Waller Júnior cita "a notória proximidade pessoal da senhora Léa Bressy Amorim com o investigado (Stefanutto). Alega ainda que essa proximidade é do conhecimento da CPI do INSS e a necessidade de dar "apoio irrestrito à apuração dos fatos".
Ele conclui que o cargo é estratégico e cita "a necessidade de defesa do interesse público" e da imagem do INSS.
Após o pedido, o ministro da Previdência, Wolney Queiroz, enviou nesta quarta um ofício ao presidente do INSS pedindo que ele apresente, de forma objetiva, quais crimes, irregularidades ou desvios éticos embasam o pedido de afastamento da servidora Léa Bressy.
O ministro reforça, em nota, "que nenhum servidor pode ser exposto ou afastado apenas por alegações subjetivas, vínculos pessoais ou referências genéricas, sem qualquer indício de conduta irregular".
O objetivo do ofício é "garantir transparência, rigor e responsabilidade administrativa, evitando que insinuações sem base comprometam a reputação de servidores ou a credibilidade do INSS".