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Processo no TSE que pode cassar Castro deve ficar disponível novamente para julgamento em até duas semanas

Processo no TSE que pode cassar Castro deve ficar disponível novamente para julgamento em até duas semanas

Autor do pedido de vista que suspendeu o julgamento que pode levar à cassação do governador do Rio, Cláudio Castro (PL), o ministro Antônio Carlos Ferreira, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), não deve usar todo o prazo regimental para analisar o caso. A tendência é que ele devolva o processo em até duas semanas, segundo interlocutores da Corte.

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A expectativa no tribunal é que o magistrado libere o processo para pauta ainda em novembro. O prazo máximo para o pedido de vista é de 90 dias. Depois, com a devolução, caberá à presidência do TSE, liderada pela ministra Cármen Lúcia, pautar as ações.

Nesse intervalo, as defesas de Castro e do presidente da Assembleia do Rio, Rodrigo Bacellar, ambos acusados de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, apostam em oferecer novos memoriais e explicações sobre o caso aos ministros do TSE. Eles negam qualquer irregularidade.

No TSE, também não se descarta que, após o pedido de vista de Antônio Carlos, outros magistrados adotem o mesmo procedimento. Isso porque, na avaliação de integrantes da Corte, trata-se de um caso delicado, por envolver o governador do terceiro maior colégio eleitoral do país. Por isso, é possível que o julgamento não seja concluído este ano.

Nesta terça-feira, a relatora das ações no TSE, ministra Isabel Gallotti, votou pela cassação e inelegibilidade de Castro e Bacellar. A ministra viu indícios de de participação do governador em um esquema de contratação de funcionários da Ceperj, fundação ligada à Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj).

Gallotti, que é a atual corregedora-geral do TSE, termina o seu mandato na corte no próximo dia 21. Com a saída dela, assume a vaga destinada ao STJ o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que, no entanto, não participará do julgamento de Castro.

Em nota, a defesa de Castro disse que o governador “reitera o seu pleno respeito ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a todo o sistema de Justiça, confiando que a verdade dos fatos e a correção do processo serão reconhecidas”.

Em 2024, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) decidiu, por quatro votos a três, pela absolvição de Castro, Bacellar e o ex-vice governador Thiago Pampolha da acusação de abuso de poder político e econômico. Foi a partir desta derrota que a Procuradoria-Geral Eleitoral recorreu ao TSE buscando tentar cassar os mandatos.