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Relembre críticas de Lula a Márcio Macêdo, demitido pelo presidente

Relembre críticas de Lula a Márcio Macêdo, demitido pelo presidente

O ministro Márcio Macêdo (Secretaria-Geral da Presidência) foi demitido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta segunda-feira. Ele será substituído pelo deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) que a partir de agora vira ministro do Palácio do Planalto. Durante a gestão de Macêdo na Secretaria-Geral da Presidência, Lula reclamou publicamente do ministro ao menos duas vezes.

Em dezembro de 2023, no evento Natal dos Catadores, em São Paulo, o presidente Lula pediu “menos discurso e mais entrega” a Macêdo e cobrou que o ministro e os catadores tivessem uma pauta de reivindicações.

Em maio do ano passado, Lula reclamou de falta de “esforço necessário” para levar manifestantes ao ato do Dia do Trabalho convocado pelas centrais sindicais em São Paulo.

— (Macêdo) é responsável pelo movimento social brasileiro. Não pensem que vai ficar assim. Ontem (terça-feira), eu disse para o Márcio que o ato está mal convocado. Não fizemos o esforço necessário para levar a quantidade de gente que era preciso levar — afirmou Lula, diante de uma plateia esvaziada.

No período em que esteve à frente da Secretaria-Geral, Macêdo sempre foi alvo de fogo amigo. Macêdo sofria críticas do Palácio do Planalto e de alas do PT que avaliavam que o ex-ministro tinha atuação apagada em uma pasta que sempre teve protagonismo em governo petistas, com capacidade de articulação e de formular políticas. Nos primeiros dois mandatos de Lula, a cadeira foi ocupada por Luiz Dulci, aliado histórico do petista e um dos fundadores do PT.

O entorno presidencial também argumentava que Macêdo acabou "esquecido" por Lula, com poucas agendas com o petista e ainda menos protagonismo em sua pasta.

Agora, aliados de Lula veem a troca como importante para que Boulos possa mobilizar a base de apoio petista já com foco na campanha de 2026.

Líder do movimento estudantil nos anos 1990, Macêdo é considerado um quadro relevante da burocracia partidária do PT, que ganhou a confiança de Lula quando organizou as caravanas pelo país antes do presidente ser preso em abril de 2018. Foi tesoureiro do PT e comandou as finanças da campanha de 2022, que foram aprovadas por unanimidade pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).