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Rogério Marinho desiste de candidatura ao governo no RN para atuar na campanha de Flávio Bolsonaro

Rogério Marinho desiste de candidatura ao governo no RN para atuar na campanha de Flávio Bolsonaro

O senador Rogério Marinho (PL-RN) anunciou nesta quarta-feira a desistência de sua candidatura ao governo do Rio Grande do Norte. Em nota, o parlamentar afirmou que abrirá mão da disputa para atuar na coordenação da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que concorrerá ao Planalto. A saída de Marinho também coincide com o acirramento da corrida eleitoral no estado, que também tem em seu calendário uma eleição para um mandato-tampão, prevista para acontecer após a data limite para desincompatibilização, em abril, quando a governadora Fátima Bezerra (PT) deve deixar o cargo.

"Abro mão da minha candidatura e do sonho de governar o Rio Grande do Norte para me somar à luta de milhões de brasileiros que compreenderam que derrotar o PT é uma necessidade histórica para salvar o Brasil", diz o senador. No comunicado, ele também afirma que atende a um pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para "se somar à luta de seu filho, Flávio, para resgatar o Brasil". "A gratidão, a solidariedade e a lealdade a Bolsonaro e ao que ele representa definem a minha decisão", acrescenta o comunicado.

Até então, Marinho era considerado a principal aposta do bolsonarismo para concorrer ao governo em outubro. Sob a presidência do senador, o PL no estado também tem capilaridade na Assembleia Legislativa, ocupando um terço das cadeiras, e deve ter influência na escolha do nome que comandará o RN após a saída de Fátima Bezerra. Interessada em disputar o Senado, a petista precisará se descompatibilizar do cargo até abril para ser candidata em outubro.

Os planos dela, inicialmente, incluíam a passagem de bastão para o vice-governador, Walter Alves (MDB). Na última segunda-feira, no entanto, ele anunciou que também renunciará para disputar o cargo de deputado estadual e disse que deve apoiar uma chapa de oposição ao PT, junto aos partidos União Brasil, PP e PSD. Com os dois fora do jogo, a Assembleia deverá escolher um representante para exercer o comando do estado em um mandato tampão até outubro.

A possibilidade do escolhido ser um nome de oposição é vista com preocupação pelo entorno da governadora, que já articula por uma candidatura própria para disputar a eleição indireta. Entre os cotados estão o secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier (PT), preferido de Fátima como sucessor, e o deputado estadual Francisco do PT.

Semelhança com o cenário no Rio de Janeiro

O cenário no RN também se assemelha ao do Rio de Janeiro, onde o governador Cláudio Castro (PL) deverá se descompatibilizar do cargo até abril para concorrer ao Senado. Também com o vice-governador Thiago Pampolha fora, depois de ser indicado para o Tribunal de Contas do Estado, a Assembleia se organiza para uma eleição indireta para o mandato tampão. Do lado bolsonarista, o deputado estadual licenciado Douglas Ruas — hoje secretário das Cidades de Castro e filho do prefeito de São Gonçalo, Capitão Nelson (PL) — é o mais cotado para assumir a missão.

Já o PT enfrenta um racha diante das articulações do ex-presidente da Alerj e atual secretário de assuntos legislativos do Ministério das Relações Institucionais, André Ceciliano (PT), para disputar a vaga. A candidatura dele vem ganhando força na Alerj com o apoio do presidente afastado Rodrigo Bacellar (União) e de tradicionais caciques da política fluminense, mas tem sido rechaçada pelo comando do diretório estadual do partido. O grupo é ligado ao prefeito de Maricá, Washington Quaquá, rival de Ceciliano e próximo ao prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD).

  • Eduardo Paes
  • Flávio Bolsonaro
  • Fátima Bezerra
  • Rogério Marinho
  • Thiago Pampolha