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Saiba quais governadores e prefeitos de capitais renunciaram aos cargos para disputar eleições; veja lista

Saiba quais governadores e prefeitos de capitais renunciaram aos cargos para disputar eleições; veja lista

Com o objetivo de disputar as eleições deste ano, 11 governadores e 10 prefeitos de capitais pelo país renunciaram ao cargo. As saídas ocorreram em meio à janela partidária, que terminou neste sábado e marcou o prazo máximo de desincompatibilização para ir às urnas. Dentre os principais nomes estão Ronaldo Caiado (PSD), ex-governador de Goiás, e Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais, que são pré-candidatos à Presidência da República.

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Caiado deixou o cargo na terça-feira passada após ser escolhido pelo PSD como o candidato da sigla ao Planalto. O partido contava com outros dois presidenciáveis: Ratinho Junior, governador do Paraná, que desistiu da disputa; e Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, que acabou sendo preterido.

O político goiano escolheu como sucessor o seu vice, Daniel Vilela (MDB), que assumiu o comando do estado e já performa nas pesquisas como o favorito à reeleição em outubro. Em Minas Gerais, Zema renunciou no dia 22 de março para dar lugar ao vice Matheus Simões (PSD), que também pretende permanecer no cargo.

Ainda em relação aos ex-governadores, outra renúncia importante ocorreu no Distrito Federal, com a saída de Ibaneis Rocha (MDB) para disputar o Senado em meio ao desgaste causado pelo envolvimento do Banco de Brasília (BRB) no escândalo do caso Master. No seu lugar, quem entrou foi a vice Celina Leão (PP), favorita à reeleição.

No Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL) deixou o mandato para concorrer ao Senado, embora sua pré-candidatura esteja ameaçada após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) condená-lo por abuso de poder político e torná-lo inelegível por oito anos. Apesar da decisão, Castro ainda poderá recorrer e, na prática, disputar o pleito “sub judice”, a depender das medidas adotadas por sua defesa.

A retirada mais recente ocorreu no Amazonas, com a saída do ex-governador Wilson Lima (União). Após afirmar que terminaria o mandato, ele deixou o cargo na data-limite de desincompatibilização, com sua carta de renúncia sendo entregue e publicada às 23h em uma edição extra do Diário Oficial. Ainda não há definição, no entanto, sobre qual cargo irá disputar.

Os outros nomes que deixaram o cargo são Helder Barbalho (MDB), ex-governador do Pará; João Azevêdo (PSB), da Paraíba; Mauro Mendes (União), do Mato Grosso; Renato Casagrande (PSB), do Espírito Santo; Gladson Cameli (PP), do Acre; e Antonio Denarium (PP-RR), de Roraima.

Prefeitos

Já sobre os gestores das capitais, o último a confirmar a renúncia foi o ex-prefeito de Maceió, JHC (PSDB), neste sábado. O ato foi concretizado após semanas de suspense, já que JHC é considerado peça-chave no tabuleiro político de Alagoas. Sua decisão, ainda em aberto sobre se irá concorrer ao governo do estado ou Senado, deve ser crucial para definir as estratégias eleitorais dos outros candidatos aos respectivos cargos. No Senado, as pré-candidaturas já lançadas são as dos rivais Renan Calheiros (MDB), em busca da reeleição, e do deputado federal Arthur Lira (PP).

No Rio, Eduardo Paes (PSD) renunciou ao mandato para disputar o Palácio Guanabara e, atualmente, seu principal adversário é o deputado estadual Douglas Ruas (PL), escolhido para ser o palanque de Flávio no estado. Em clima de eleição antecipada, ambos já traçam suas estratégias para o pleito e podem se enfrentar já neste mês para a disputa do mandato-tampão, caso o Supremo Tribunal Federal (STF) decida por eleições diretas. No momento, quem comanda o estado é o presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ), Ricardo Couto.

No Recife, João Campos (PSB) passou a faixa para o vice Victor Marques (PCdoB). O ex-prefeito deixou o cargo para se dedicar à campanha pelo governo de Pernambuco contra a atual governadora Raquel Lyra (PSD). O diretório do PT em Pernambuco decidiu apoiar a candidatura de João ao Palácio do Campo das Princesas, mas Lyra ainda tem expectativa de que o presidente Lula tenha um palanque duplo no estado.

Além dessas capitais, as outras cidades que tiveram renúncias foram São Luís, com Eduardo Braide (PSD); João Pessoa, com Cícero Lucena (MDB); Manaus, com David Almeida (Avante); Rio Branco, Tião Bocalom (PSDB); Vitória, com Lorenzo Pazolini (Republicanos); Boa Vista, com Arthur Henrique (PL); e Macapá, com Dr. Furlan (PSD).

E quem ficou?

Dentre os governadores que permaneceram no cargo, Eduardo Leite e Ratinho Junior estavam entre os mais cotados para deixarem o cargo. Ambos estavam entre os presidenciáveis do PSD até a definição do partido por Caiado.

No Rio Grande do Sul, Leite decidiu ficar no cargo até o final do mandato em meio ao cenário adverso para fazer o seu sucessor no estado. O nome definido foi o do atual vice, Gabriel de Souza (MDB), que possui a forte concorrência do deputado federal bolsonarista Luciano Zucco (PL) e, à esquerda, dos ex-deputados estaduais Edegar Pretto (PT) e Juliana Brizola (PDT).

A permanência, contudo, faz com que Souza não tenha a possibilidade de utilizar a máquina para ampliar a capilaridade no estado e buscar consolidar costuras de olho em uma candidatura mais forte à reeleição.

O quadro político gaúcho lembra o do Paraná, onde Ratinho desistiu de tentar a Presidência para focar na sucessão estadual. Com boa avaliação, ele ainda não anunciou sua escolha, mas a decisão visa frear a pré-candidatura do senador Sergio Moro, que se filiou ao PL e será o palanque de Flávio Bolsonaro no estado.