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Sem Flávio e Michelle, Nikolas reúne apoiadores em Brasília em ato final de caminhada por liberdade de Bolsonaro

Sem Flávio e Michelle, Nikolas reúne apoiadores em Brasília em ato final de caminhada por liberdade de Bolsonaro

Apoiadores de Jair Bolsonaro se reúnem em Brasília neste domingo no ato final da caminhada organizada pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) pela liberdade do ex-presidente, que está preso na Papudinha após ser condenado por tentativa de golpe de Estado. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro participou de uma oração ao lado de Nikolas nesta manhã, mas não esteve presente, assim como o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Ambos demonstraram apoio à manifestação.

Nikolas e aliados percorreram cerca de 240 quilômetros a partir de Paracatu e encerraram a caminhada na Praça do Cruzeiro, a seis quilômetros do Palácio do Planalto, que foi cercado por grades.

O grupo também defende que o Congresso derrube os vetos do presidente Luiz Inácio a Lula da Silva ao projeto da dosimetria, que reduz penas de Bolsonaro e outros condenados pelos atos de 8 de janeiro.

— Este ato está pedindo pela liberdade de todos os presos do dia 8 de janeiro. Se Deus quiser, vai ser votado o veto da dosimetria e nós vamos derrubar o veto — afirmou Nikolas, que pediu ao grupo para não caminhar em direção à Praça dos Três poderes.

A manifestação transcorreu sem registro de confrontos, com faixas e palavras em defesa da anistia, pedidos pela libertação de Bolsonaro e, em alguns momentos, gritos para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fosse preso.

Antes da chegada do deputado, um raio caiu nas proximidades da concentração e deixou feridos, que foram encaminhados a hospitais da região.

Durante seis dias, os manifestantes atravessaram trechos de Minas Gerais e Goiás, acompanhado por forças de segurança. Segundo Nikolas, o trajeto teve caráter simbólico e buscou mobilizar apoiadores contra decisões judiciais que considera injustas.

A manifestação ocorreu sob reforço do policiamento do Distrito Federal. Na semana passada, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu protestos em frente ao Complexo Penitenciário da Papuda, onde Bolsonaro está detido, e autorizou a retirada imediata de manifestantes que descumprissem a determinação.

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) declarou apoio à mobilização nas redes sociais e participou de um momento de oração com o deputado na manhã deste domingo. Em publicações, afirmou que “Deus tem algo muito grande para a nossa nação através da vida” de Nikolas Ferreira e citou passagens bíblicas em referência ao ato.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também se manifestou em apoio à iniciativa. Em vídeo publicado no sábado, afirmou que o encerramento da caminhada representa o esforço de “centenas, de milhares de brasileiros pedindo justiça no país”.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também convocou manifestantes. Em vídeo, afirmou que a caminhada expressa “uma vontade imensa de mudança” e disse que o movimento seria resultado do que chamou de inconformismo diante de uma “crise moral” no país.

Desde o início da mobilização, outros parlamentares se juntaram ao trajeto em diferentes momentos, como os deputados André Fernandes (PL-CE) e Gustavo Gayer (PL-GO). Os manifestantes usaram roupas nas cores verde e amarelo, bandeiras do Brasil e camisetas com mensagens de apoio ao ex-presidente.

Bolsonaro já teve pedidos de prisão domiciliar negados por Moraes, mas uma nova solicitação foi apresentada pela defesa e será analisada após a Polícia Federal finalizar a perícia médica com informações sobre a saúde do ex-presidente.

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