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União Brasil suspende ministro do Turismo de atividades partidárias após decisão de ficar no governo Lula

União Brasil suspende ministro do Turismo de atividades partidárias após decisão de ficar no governo Lula

O União Brasil aprovou nesta quarta-feira uma medida cautelar para suspender o ministro do Turismo, Celso Sabino, das atividades do partido por 60 dias. A medida acontece após a decisão de Sabino de não deixar o governo Lula, mesmo com orientação do partido para que isso acontecesse. O PP também puniu hoje o ministro do Esporte, André Fufuca, com a perda do controle do diretório da sigla no Maranhão, seu reduto eleitoral, e a destituição do cargo de vice-presidente no comando nacional da legenda. Fufuca também foi orientado a deixar o governo, mas decidiu permanecer no ministério.

Em nota, o partido afirma que o União Brasil "reafirma o compromisso com a transparência de suas decisões e o respeito à vontade de seus filiados, atuando com a responsabilidade para preserver a coerência com os seus princípios e valores."

O processo de expulsão do ministro também foi iniciado e será discutido nos próximos 60 dias. Sabino ainda foi afastado da presidência do diretório do partido no Pará. O partido ainda fará uma intervenção imediata nos diretórios municipais do estado, e deve indicar novos nomes em até 20 dias para os cargos.

Com a suspensão, Sabino não poderá mais nomear aliados para cargos no partido e não terá mais acesso ao fundo partidário.

A decisão da Executiva Nacional do União Brasil foi comunicada após reunião do partido no diretório de Brasília. Em setembro, o União Brasil deu ultimato e antecipou um movimento de desembarque da Esplanada dos Ministérios. Sabino chegou a anunciar que comunicou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que pediu demissão, mas segue no cargo e tem adiado sucessivamente a saída do governo.

Diante disso, integrantes do União passaram a trabalhar com o cenário de que o comando do Ministério do Turismo não será trocado e deram seguimento para o processo de punição ao ministro dentro do partido.

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, integrante da Executiva Nacional da legenda, anunciou que uma possível expulsão de Sabino da legenda será avaliada na reunião de amanhã. A tendência é que haja um indicativo para que o ministro seja expulso, mas o processo que vai levar até a saída oficial ainda precisará passar por outros trâmites, como um prazo para que o próprio ministro se manifeste sobre o caso.

— A postura do ministro é de quinta coluna, de tentar desmoralizar o partido — afirmou Caiado, que se apresenta como pré-candidato à Presidência.

Para se manter no cargo, Sabino chegou a articular uma lista de assinaturas que mostram o apoio da maioria dos deputados da legenda à sua permanência no ministério. Apesar da pressão da legenda, o ministério é considerado importante para parte dos parlamentares que desejam direcionar emendas para suas bases.

Nesta quarta, ele reafirmou que vai lutar pela sua permanência no partido e no governo Lula.

— Sigo trabalhando, estamos a 30 dias do início da COP 30, no meu estado, cidade em que nasci e tenho muita coisa a entregar — afirmou Sabino após a reunião.

Uma normativa do União Brasil publicada na semana passada prevê sanção aos quadros que não pedirem exoneração de seus cargos: haverá abertura de processos disciplinares.