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'Vão querer roubar mais uma eleição', diz Paes após Justiça anular escolha de Douglas Ruas para presidir a Alerj

'Vão querer roubar mais uma eleição', diz Paes após Justiça anular escolha de Douglas Ruas para presidir a Alerj

Pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro, o ex-prefeito da capital Eduardo Paes (PSD) afirmou que o grupo político do ex-governador Cláudio Castro (PL), condenado à perda do mandato pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta terça-feira, vai "querer roubar mais uma eleição". A declaração foi feita após o Tribunal de Justiça invalidar a sessão que elegeu o deputado estadual Douglas Ruas (PL) como o novo presidente da Alerj.

"Mesmo depois da condenação contundente com fartura de provas, eles insistem em fazer chicana e desrespeitar escancaradamente a justiça eleitoral", escreveu Paes no X, antigo Twitter, na noite desta quinta-feira. " O condenado inelegível foi às redes sociais para celebrar a vitória do seu pupilo. Pode isso?", completou o ex-prefeito do Rio, fazendo menção à publicação nas redes na qual Castro comemorou a vitória de Ruas.

Paes voltou a reinvidicar que seja feita uma eleição direta para escolher o novo governador, que ficará no cargo até o final do ano.

"Vão querer roubar mais uma eleição (...) Estão destruindo o Estado do Rio e não devemos aceitar que isso aconteça! Só a justiça é capaz de segurar essa corja. Eleições Diretas e Limpas são fundamentais. Paridade de armas é o mínimo que se pode exigir!", escreveu Paes.

A eleição de Douglas Ruas foi contestada por deputados do PSD e siglas de esquerda, como o PT e o PSol, que se negaram a participar da votação. Nesta quinta-feira, dois mandados de segurança foram ajuizados no Tribunal de Justiça do Rio com pedidos para a anulação da eleição. Um deles é do PSD e outro do PDT.

Ao analisar os casos, a 1ª Vice-Presidente da corte, Suely Lopes Magalhães, decidiu em caráter liminar suspender todos os atos e decisões da 2ª Sessão Extraordinária da Alerj. Ela entendeu que a votação só poderia ocorrer após a retotalização dos votos do deputado estadual Rodrigo Bacellar, que teve o mandato cassado na mesma decisão que condenou Castro. A recontagem deve acontecer na próxima terça-feira.