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Além de Castro, operação da PF teve ex-dirigentes e ex-gerente da Rioprevidência como alvo; saiba quem são

Além de Castro, operação da PF teve ex-dirigentes e ex-gerente da Rioprevidência como alvo; saiba quem são

Além do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, a operação da Polícia Federal que investiga um esquema de corrupção no fundo de previdência do Rio de Janeiro atingiu outros operadores e servidores públicos apontados pelos investigadores como parte da engrenagem que teria direcionado mais de R$ 2,9 bilhões do RioPrevidência para o Banco Master.

A apuração faz parte de uma nova fase da Operação Barco de Papel, deflagrada nesta terça-feira com o cumprimento de 10 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em Brasília. Segundo a PF, a primeira etapa das investigações identificou aportes considerados suspeitos de aproximadamente R$ 970 milhões em letras financeiras emitidas pelo Master, entre outubro de 2023 e julho de 2024.

O despacho de Mendonça autorizando a operação cita trechos da representação da Polícia Federal pedindo as medidas e do parecer da PGR, que concordou com as buscas. As íntegras dos documentos, que reúnem todas as provas da investigação, no entanto, ainda estão sob sigilo.

Saiba quem é quem:

  • Ricardo Siqueira Rodrigues: apontado como lobista e operador, foi indicado pelos investigadores como o principal articular do esquema. Ele seria o responsável por fazer a aproximação entre Daniel Vorcaro e as autoridades do Rio. Além disso, Ricardo teria recebido comissões de 0,6% sobre os valores aplicados.
  • Deivis Marcon Antunes: ex-diretor-presidente do RioPrevidência, autorizou o credenciamento do Banco Master e operacionalizou internamente os investimentos, apesar de problemas em relação às regras internas do órgão. Ele teria também vazado a cotação de uma instituição concorrente para a equipe do Banco Master.
  • Eucherio Lerner Rodrigues: ex-diretor de investimentos do RioPrevidência, era o responsável técnico pelas aplicações irregulares, segundo as investigações. Assinou os atestados de credenciamento do banco e teria omitido a realização de estudos de risco necessários.
  • Pedro Pinheiro Guerra Leal: ex-gerente de operações, também forneceu apoio técnico às operações apontadas como irregulares pela Polícia Federal. Elaborou as justificativas internas para referendar os aportes no Master.
  • Fernanda Pereira da Silva Machado: ex-gerente de controle interno, atuou para chancelar o esquema internamente, apesar de ocupar um cargo destinado à fiscalização dos investimentos.

  • Brasília