O ex-governador de Goiás e pré-candidato a presidente da República, Ronaldo Caiado (PSD), afirmou, nesta terça-feira (30), que a definição imediata do vice na chapa é necessária para melhorar o diálogo com as bases dentro do partido e não inviabiliza, necessariamente, a construção de alianças nas urnas. Segundo ele, existem alternativas para atrair outras legendas sem precisar adiar a escolha.
— Temos um tempo e um calendário a cumprir. Não podemos prorrogar essa decisão até ficar numa situação em que se está perdendo tempo. Essa construção pode ser feita de outras maneiras, não se tem apenas a condição da vice, mas também o projeto de governo. O partido não pode ficar ali engessado, imobilizado por não ter uma ampliação maior da sua base — declarou.
Caiado participou de um encontro com investidores na sede de uma corretora em São Paulo, antes de viajar a Brasília, onde pretende oficializar o vice na próxima quarta. O GLOBO noticiou mais cedo que a opção será pelo presidente do partido, Gilberto Kassab. Uma das razões passa pela necessidade de solidificar palanques nos estados, constrangendo apoios a dois de seus adversários, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
O ex-governador não antecipou a informação na saída do encontro, mas deu indicativos de que optou por uma solução caseira e de bom trânsito político.
— O nome encaixa dentro daquilo que a campanha precisa neste momento. Isso faz com que haja quase um consenso dentro da nossa base — afirmou Caiado.
O pré-candidato alega que pretende contar com o vice na articulação com o Congresso “auxiliando a governabilidade” e que a decisão partiu “de um grupo substantivo de pessoas que têm experiência política”.
— Não uma pessoa que seja figurativa, mas que seja determinante no processo de ampliar apoios. Essa chapa, ao ser vista pela população, transmite conteúdo, responsabilidade e capacidade de enfrentar os problemas.