O pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) disse, nesta terça-feira, que o presidente da Argentina Javier Milei fez um "escândalo" no último sábado ao discursar na convenção do PL, que confirmou a candidatura de Flávio Bolsonaro ao Planalto. O ex-governador de Goiás fez também críticas à condução da política externa pelo governo Lula, bem como à reação às declarações de Milei, que chamou o petista de "ladrão".
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As falas de Caiado foram feitas durante a sabatina de presidenciavéis do jornal Correio Braziliense. Ao ser questionado sobre o tema, ele disse que, se eleito, irá "resgatar a liturgia do cargo".
— Não se governa na esculhambação. A Presidência da República é um cargo que tem a importância de representar 215 milhões de brasileiros. Você não pode tratar deste assunto ridicularizando conversas, baixando o patamar da discussão — disse Caiado, que acrescentou — O outro vem aqui e faz escândalo e de repente se acha no direito de xingar o presidente, xingar ministro, o outro acha no direito de vir aqui saber como é que vai auditar. Calma lá.
O ex-governador de Goiás fez referência ao caso do ministro da Fazenda Dario Durigan, que chamou Milei de "palhaço". Em seguida, Caiado diz que o Itamaraty perdeu autonomia durante os governos petistas, tendo se tornado um "braço ideológico" do partido:
— Mas quando você não tem um o Itamaraty, quando você não tem uma diplomacia brasileira, aquilo que já foi o maior orgulho para nós, a chancelaria brasileira era algo que podia chegar em qualquer grande órgão mundial que ela era referência.
- Javier Milei
- Lula