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Ciro Nogueira vai às redes e classifica operação da PF do caso Master como 'roteiro absurdo de ficção'

Ciro Nogueira vai às redes e classifica operação da PF do caso Master como 'roteiro absurdo de ficção'

O senador Ciro Nogueira (PP-PI) foi às redes sociais nesta terça-feira afirmar que as investigações contra ele no caso do Banco Master são parte de um "roteiro absurdo de ficção". A publicação foi feita um dia após o político trocar de advogado para assumir sua defesa na investigação sobre o caso do Banco Master e eleger Conrado Gontijo.

  • Malu Gaspar: O cálculo de Ciro Nogueira ao trocar de advogado no caso Master
  • Thomas Traumann: Ciro Nogueira e o Mensalão de Vorcaro

"Não é a primeira vez que sou vítima de ataques em ano eleitoral. Mas essa tática não funcionou em 2018 e não vai funcionar agora. Eu sigo de cabeça erguida, consciência tranquila e confiança de que a verdade vai prevalecer mais uma vez. Quero que a polícia investigue com rigor, pois sei que não cometi nenhuma irregularidade e isso ficará provado novamente. Com o tempo e os fatos, nós vamos desmascarar mais essas mentiras de quem tenta me parar", publicou no Instagram.

No vídeo, ele prosseguiu com o discurso de perseguição política e disse ser vítima de um "roteiro de ficção":

— Por que começar essa operação por um líder da oposição? Em 2018, dez dias antes das eleições, eu fui alvo de uma operação da Polícia Federal igual à que aconteceu em Brasília essa semana — disse o senador, afirmando que naquele ano, mesmo com as investigações, foi reeleito senador pelo Piauí — Com o tempo, vamos desmascarar essas mentiras.

Segundo a Polícia Federal, o presidente nacional do PP é apontado como possível “destinatário central” de vantagens indevidas pagas por pessoas ligadas ao Banco Master. A investigação apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro envolvendo a instituição financeira e o banqueiro Daniel Vorcaro.

No dia em que a operação foi deflagrada, na última quinta-feira, a defesa do senador disse que “medidas investigativas graves e invasivas tomadas com base em mera troca de mensagens, sobretudo por terceiros, podem se mostrar precipitadas”. Dizem ainda que esse tipo de medida “merece a devida reflexão e controle severo de legalidade” e afirmam que a discussão deverá chegar às Cortes Superiores “muito em breve”.

Nogueira rompeu com a banca Almeida Castro, Castro e Turbay Advogados, do criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay. Aliados do líder do PP afirmam reservadamente que a troca partiu do próprio senador e faz parte de uma reorganização mais ampla da estratégia jurídica e política após o avanço das investigações.

  • Ciro Nogueira