Após ter o nome ventilado para ocupar a vice na chapa presidencial do ex-governador de Minas Romeu Zema (Novo), o empresário Geraldo Rufino decidiu se lançar candidato ao Senado por São Paulo pelo Podemos. A decisão foi compartilhada por ele nas redes sociais no último domingo, a partir de um vídeo criado por Inteligência Artificial. Também no final de semana, Zema citou a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro como uma opção para o posto na sua composição, mas voltou atrás em seguida e negou a existência de um convite feito a ela.
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Rufino chegou a ser mencionado por Zema no início do mês, durante o cumprimento de uma agenda em Brasília. Na ocasião, o ex-governador afirmou que o empresário era um dos nomes que estavam sendo considerados e que os dois teriam afinidade por serem mineiros de cidades vizinhas. Zema também declarou que havia recebido uma sinalização de que o aliado aceitaria o posto em sua chapa e que parecia "estar tudo bem encaminhado", mas que a decisão final dependeria de seu partido.
Fundador da JR Diesel, especializada na reciclagem de caminhões, Rufino, no entanto, anunciou a pré-candidatura ao Senado como "um sonho" e parte de um "propósito", ambos descritos em um vídeo criado por IA publicado nas suas redes sociais. O conteúdo mostra-o trabalhando ainda como criança, além de sua trajetória no meio empresarial e momentos ao lado da família.
Mesmo com Rufino fora, Zema tem afirmado que a definição do vice em sua chapa será anunciada até o dia 5 de agosto, a data-limite para a realização das convenções partidárias. No último sábado, no entanto, o ex-governador disse, ao ser questionado sobre o tema, que o nome de Michelle Bolsonaro seria uma "possibilidade" para o posto. Já na segunda-feira, ele negou que havia feito um convite para a ex-primeira-dama.
Horas depois do primeiro comentário de Zema sobre o assunto, Michelle reagiu nas redes sociais e descartou a hipótese. Ela afirmou que sequer decidiu se disputará uma vaga ao Senado pelo Distrito Federal e lembrou que é filiada ao PL, partido que já lançou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como candidato à Presidência.
Como mostrou o GLOBO, nos bastidores, porém, a discussão foi além da negativa de Michelle. Integrantes da direção nacional do PL afirmam que a fala de Zema foi recebida com forte irritação por ter ocorrido justamente no momento em que o partido tenta reduzir os efeitos da crise entre Flávio e a ex-primeira-dama. A avaliação é que o ex-governador buscou explorar um desgaste interno do bolsonarismo para projetar sua candidatura presidencial.
Interlocutores de Flávio também classificam o movimento como "fogo amigo", uma vez que Michelle jamais participou de qualquer conversa sobre integrar uma chapa presidencial fora do PL e o tema nunca esteve em discussão. Na avaliação deles, o mineiro alimentou deliberadamente uma especulação sem qualquer fundamento político em um momento de maior fragilidade da relação entre a madrasta e o senador.
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