A defesa do ex-governador do Rio Cláudio Castro afirmou ter sido “surpreendida” pela Operação Sem Refino, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na manhã desta sexta-feira (15), e declarou que ainda não teve acesso ao conteúdo do mandado de busca e apreensão cumprido contra o político. Em nota, os advogados disseram que Castro está “à disposição da Justiça” e que confia na “lisura” de sua atuação à frente do governo estadual.
A operação mira suspeitas de fraudes fiscais envolvendo a Refit, antiga Refinaria de Manguinhos, apontada pelas autoridades como um dos maiores grupos devedores de tributos do país. O ex-governador foi alvo de buscas no âmbito da investigação conduzida pela PF.
Na manifestação enviada à imprensa, a defesa sustenta que todos os atos praticados durante a gestão de Castro "seguiram critérios técnicos e legais previstos na legislação, incluindo medidas ligadas à política de incentivos fiscais do estado". Segundo os advogados, os procedimentos teriam obedecido às análises técnicas e às deliberações dos órgãos competentes.
Cláudio Castro é alvo de operação da PF que mira em fraudes no setor de combustíveis

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Cláudio Castro é alvo de operação da PF que mira em fraudes no setor de combustíveis — Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo

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Na foto, GPI da Polícia Federal — Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo

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Ex-governador do Rio deixou o cargo em março — Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo

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Ação também mira empresário Ricardo Magro, alvo de prisão preventiva — Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo

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Agentes cumprem mandados de busca e apreensão em seu endereço em um condomínio na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio — Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo

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Ele é alvo de mandado de prisão preventiva nesta sexta-feira e foi determinada a inclusão do seu nome na Difusão Vermelha da Interpol, pois é considerado foragido. — Foto: Fabiano Rocha / Agência O Globo

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Estão sendo cumpridos 17 mandados de busca e apreensão — Foto: Foto de leitor

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As investigações apuram possíveis inconsistências relacionadas à operação de refinaria vinculada ao grupo — Foto: Genilson Araújo / TV Globo
A nota também afirma que a administração de Castro foi a única a conseguir que a refinaria efetuasse pagamentos de dívidas ao estado. De acordo com a defesa, a gestão garantiu o pagamento de parcelas que somam cerca de R$ 1 bilhão. Os advogados destacam, porém, que o parcelamento está atualmente suspenso por decisão do Tribunal de Justiça do Rio.
Ainda segundo a defesa, a Procuradoria Geral do Estado do Rio de Janeiro ajuizou diversas ações contra a Refit ao longo da gestão, o que, na avaliação dos representantes do ex-governador, demonstraria que o estado atuou para cobrar os débitos da empresa.
A PF investiga possíveis irregularidades envolvendo benefícios fiscais e a atuação da antiga Refinaria de Manguinhos, hoje Refit.
- Cláudio Castro