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Definição sobre vice de Zema deve ficar para depois da convenção partidária, diz presidente do Novo

Definição sobre vice de Zema deve ficar para depois da convenção partidária, diz presidente do Novo

O presidente nacional do Partido Novo, Eduardo Ribeiro, afirmou que a definição sobre quem será o vice de Romeu Zema, pré-candidato à presidência da República pela sigla, não deve ocorrer antes da convenção partidária e só deve sair em agosto. O Novo marcou sua convenção para 27 de julho, em Brasília.

Indagado pelo GLOBO a respeito de quem será o nome, Ribeiro disse que tem conversado com o Podemos e com “outros partidos”, sem detalhar quais, sobre uma possível composição na chapa

— Ainda não temos uma definição de vice, temos conversado com alguns partidos, em especial eu tenho conversado com o Podemos, tenho uma ótima relação com a Renata (Abreu, presidente do Podemos), acho que é uma possibilidade a gente fazer uma composição. Provavelmente vai ficar mais para o final da janela dos prazos das convenções, dia 5 de agosto, depois da convenção — falou durante coletiva de imprensa após o Encontro Nacional do Novo, realizada em São Paulo neste sábado.

No mesmo evento, Zema disse que não tem nome preferido para o posto, mas que quer um “vice ficha limpa”. O ex-governador de Minas Gerais ainda minimizou sua posição nas pesquisas eleitorais e disse que, em 2018, “estava pior” nas sondagens para o governo de Minas e acabou eleito. Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta semana mostrou que, no primeiro turno, Zema aparece com 2% das intenções de voto, tecnicamente empatado com Ronaldo Caiado (PSD), que marcou 4%, e Renan Santos (Missão), que aparece com 3%.

— Em 2018, quando eu disputei pela primeira vez o governo de Minas, eu estava muito pior. A preocupação do brasileiro hoje é em arrumar dinheiro para pagar a conta de energia dele que venceu antes de ontem e ele não conseguiu pagar. O brasileiro está extremamente distante do modo eleição e do modo campanha. O brasileiro só vai sintonizar, ligar o seu radar para as campanhas, principalmente majoritárias, governador, presidente, na véspera, quando começar os debates. E nós ainda estamos no meio de uma investigação, de uma possível delação. Muita coisa pode surgir até a data da eleição — acrescentou, fazendo referência às investigações sobre o Caso Master.

Zema chama Patrus de 'fantoche'

Zema também usou o evento para criticar a escolha do PT de escalar o deputado federal Patrus Ananias (PT-MG) para concorrer ao governo mineiro. Nesta sexta, o partido bateu o martelo sobre sua pré-candidatura após meses de impasses, já que outras apostas do presidente Lula (PT) para a disputa não quiseram concorrer, como o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) e a ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT).

— Lá em Minas, o PT está enterrado, não teve candidato em 2022 e, esse ano, vai ter um fantoche lá. Nem candidato é, do lado um fantoche. Chamaram o Rodrigo Pacheco pra ser boi de piranha, ele não aceitou. Chamaram a prefeita de Contagem pra ser boi de piranha, ou vaca de piranha. Ela não aceitou e agora encontraram lá um tal de Patrus que vai aceitar, acho que mais pra poder atender o partido do que propriamente por vontade própria — disse.

Para o governo de Minas, Zema apoia a reeleição de Mateus Simões (PSD), que era seu vice e assumiu em abril, quando o representante do Novo decidiu deixar o posto para concorrer ao Planalto. Simões, entretanto, tem patinado nas pesquisas de intenção de voto e a direita do estado está fragmentada, enquanto espera o senador Cleitinho (Republicanos-MG) definir se irá ou não concorrer a governador. Zema tratou dessa fragmentação como algo positivo, afirmando que “os candidatos viáveis no estado serão da direita e da centro-direita”.

— Em Minas a política está diferente do que normalmente ocorre no Brasil. A esquerda vai ter um candidato só pra constar. Provavelmente o PL, junto com os Republicanos, deve lançar um pré-candidato em Minas Gerais. Ou seja, a esquerda está praticamente esquecida. E dependendo do nome que PL e republicanos vier a apoiar, vai ficar claríssimo que Minas Gerais vai ter um futuro promissor porque terá candidatos de direita e centro-direita como as melhores opções para o eleitor mineiro — disse.

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