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Dois dias após se tornar foragido da PF, hacker ligado ao esquema de Vorcaro é preso em Dubai

Dois dias após se tornar foragido da PF, hacker ligado ao esquema de Vorcaro é preso em Dubai

O hacker Victor Lima Sedlmaier, apontado pela Polícia Federal como integrante do núcleo responsável por ataques cibernéticos e monitoramento ilegal no esquema ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro, foi preso neste sábado em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Ele estava foragido desde quinta-feira, quando teve a prisão preventiva decretada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo a Polícia Federal, Victor foi deportado dos Emirados Árabes após atuação conjunta de cooperação policial internacional. A PF informou, em nota, que acionou mecanismos de cooperação junto às autoridades locais, que determinaram a não admissão do investigado no país e sua imediata deportação ao Brasil.

“O investigado desembarcou no Aeroporto Internacional de Guarulhos/SP, onde teve o mandado de prisão cumprido pela Polícia Federal”, informou a corporação.

A chegada ocorreu por volta das 17h45.

A detenção ocorreu em cooperação internacional entre a polícia de Dubai e a Interpol. Victor havia sido preso ainda no aeroporto de Dubai antes da deportação.

De acordo com a PF, Victor fazia parte do grupo apelidado de “Os Meninos”, descrito pelos investigadores como especializado em ataques cibernéticos, invasões telemáticas, derrubada de perfis e monitoramento digital ilegal. O núcleo teria atuado para atender interesses da estrutura ligada a Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, alvo da investigação sobre supostas fraudes bilionárias no mercado financeiro.

As investigações apontam que Victor atuava ao lado de David Henrique Alves e Rodrigo Pimenta Franco Avelar Campos no braço tecnológico do esquema. O grupo estaria subordinado a Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, preso em fase anterior da operação e morto enquanto estava detido.

Na decisão que autorizou as novas prisões, Mendonça afirmou haver indícios de destruição de provas, ameaça a testemunhas e risco concreto de fuga dos investigados. O ministro também citou a existência de uma “organização criminosa sofisticada”, com núcleos financeiro, policial-informacional e tecnológico.

Além de Victor, também tiveram a prisão decretada Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, além de policiais e ex-policiais suspeitos de atuar na obtenção e repasse de informações sigilosas relacionadas às investigações. Duas pessoas ainda estão foragidas: o policial aposentado Sebastião Monteiro Junior e David Henrique Alves, apontado como chefe do grupo de hackers que teria promovido ataques virtuais a inimigos de Vorcaro.