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Eduardo Bolsonaro condenado: direita ironiza decisão do STF, e governistas falam em 'vitória contra golpistas'

Eduardo Bolsonaro condenado: direita ironiza decisão do STF, e governistas falam em 'vitória contra golpistas'

A condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) pelo Supremo Tribunal Federal (STF) provocou reações no campo bolsonarista, que cita haver "perseguição". Nesta terça-feira, a Primeira Turma da Corte entendeu, por unanimidade, que o ex-parlamentar coagiu magistrados e articulou sanções junto ao governo dos Estados Unidos contra o Judiciário brasileiro.

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O STF impôs uma pena de quatro anos e dois meses de prisão a Eduardo, em regime inicial semi-aberto, assim como uma multa de 100 salários-mínimos. O colegiado ainda determinou a inelegibilidade imediata do ex-deputado, por 8 anos, a partir da data da condenação, e declarou a perda de seu cargo público como escrivão da Polícia Federal.

O senador e pré-candidato ao Planalto Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que o irmão foi "mais uma vez injustiçado".

— É muito ruim nós continuarmos vivendo no Brasil sob esse clima de insegurança jurídica, em que tudo é instrumentalizado para perseguir as pessoas que você não gosta — disse Flávio.

O pré-candidato ao Senado Carlos Bolsonaro (PL) ironizou a decisão do STF e criticou parte da oposição. O ex-vereador afirmou que “o silêncio da ‘direita permitida’ segue em berço esplêndido”.

O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, afirmou que a decisão do STF "é mais uma demonstração de que a oposição neste país está sendo caçada".

"Desde quando defender ideias, falar e se posicionar virou crime no Brasil? Eduardo foi condenado por exercer aquilo que a Constituição garante a todo parlamentar e a todo cidadão. Quando o discurso vira processo, quem está sob ataque é a liberdade de cada brasileiro (...) A conta dessa perseguição, mais cedo ou mais tarde, chega", disse.

Já o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) escreveu que a Justiça brasileira "é tudo, menos imparcial".

"O parlamentares do PT buscaram apoio internacional contra o impeachment de Dilma e nada foi feito. Dois pesos, duas medidas. Nossa justiça é tudo, menos imparcial", escreveu.

O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), por sua vez, classificou a condenação como "mais uma decisão que mostra a parcialidade do STF".

"O Brasil precisa de Justiça com equilíbrio, respeito ao devido processo legal e garantia do direito de defesa", escreveu.

Já o deputado estadual Gil Diniz (PL), braço direito de Eduardo em São Paulo, afirmou que há "graves violações" na ação contra o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

"Ao analisar o conjunto de alegações, fica evidente que manifestações políticas sobre temas de interesse nacional, incluindo críticas à atuação do Judiciário, encaixam se perfeitamente na liberdade de expressão que a Constituição garante ao mandato", disse Diniz.

O deputado também alega que o "rito legal foi totalmente atropelado". Diniz argumenta que Eduardo foi citado "sem o cumprimento das exigências da lei, ignorando o envio da carta rogatória necessária para notificações no exterior, já que o parlamentar está exilado nos Estados Unidos".

"Esses erros graves deveriam resultar na nulidade imediata de todo o processo. Em uma democracia de verdade, o respeito às leis e aos ritos internacionais seria soberano e, na realidade, um julgamento baseado em opiniões políticas sequer existiria", escreveu.

Reação governista

O campo aliado ao Planalto, por sua vez, comemorou a decisão do STF e destacou que a condenação trouxe a Eduardo um destino político similar ao do pai, que também está inelegível.

O pré-candidato a deputado federal Marcelo Freixo (PT), por exemplo, afirmou que Eduardo “pediu” ao governo americano que “afundassem a economia do Brasil para tirar o papai da cadeia”. O petista também ressaltou que o ex-parlamentar, agora, se junta ao patriarca como “condenado da Justiça brasileira”.

"Se voltar aqui, vai preso", escreveu Freixo nas redes sociais. O ex-deputado vive nos Estados Unidos desde fevereiro do ano passado.

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) defendeu que a decisão do STF representa "mais uma vitória da nossa soberania contra os golpistas".

Já o deputado federal Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ) afirmou que Eduardo foi condenado pelo STF por atuar contra a soberania nacional para tentar "livrar o próprio pai".

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