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Flávio Bolsonaro elogia Milei e diz que, se for eleito, Brasil será 'irmão mais do que nunca' da Argentina

Flávio Bolsonaro elogia Milei e diz que, se for eleito, Brasil será 'irmão mais do que nunca' da Argentina

O senador Flávio Bolsonaro (PL) teceu elogios ao presidente argentino, Javier Milei, e prometeu que o Brasil será "irmão mais do que nunca" da Argentina, caso ele seja eleito nas eleições de outubro. Em discurso na abertura da Latin America Chairmen’s Conference, evento da comunidade judaica global, em Buenos Aires, o pré-candidato ao Planalto destacou triunfos recentes de políticos de direita na América do Sul, como no Peru e na Colômbia, e citou uma suposta "onda azul" na política continental.

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No discurso, Flávio citou medidas econômicas da gestão Milei, criticou o cenário fiscal do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e creditou ao aliado argentino, junto a seu pai, Jair Bolsonaro, "o primeiro grande empurrão" para o avanço da direita no continente.

— Quero terminar dizendo algo que falei na semana passada, na Marcha para Jesus: a partir de 2027, o Brasil voltará a ser mais irmão da Argentina mais do que nunca — destacou o senador.

Flávio ainda ressaltou que pretende voltar à Argentina no próximo ano, como presidente, para consolidar a adesão do Brasil aos Acordos de Isaac, iniciativa promovida por Milei e pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

— O presidente Milei tem razão. O socialismo é um modelo empobrecedor, e vou confessar um sentimento muito honesto. Nós brasileiros, olhamos esse mapa [de países com a direita no comando] hoje com um pouco de inveja — acrescentou.

A viagem de Flávio marca o primeiro compromisso internacional do pré-candidato desde a crise aberta por Michelle Bolsonaro e faz parte da estratégia da campanha de retomar uma agenda considerada positiva depois de dias dominados pela repercussão dos vídeos divulgados pela ex-primeira-dama.

Além do encontro com Milei, Flávio teve reuniões com parlamentares, dirigentes partidários e empresários argentinos. A campanha pretende explorar a aproximação com o presidente argentino como mais um capítulo da articulação internacional construída pelo senador desde o início da pré-campanha, ao lado de líderes da direita latino-americana e dos Estados Unidos.

A ofensiva internacional ganhou força após a viagem de Flávio a Washington, em maio, quando se reuniu com Donald Trump e integrantes do governo americano. Dois dias depois, os Estados Unidos classificaram PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas, movimento explorado politicamente pela campanha como demonstração da capacidade de interlocução internacional do senador.

A expectativa é repetir essa estratégia na Argentina, usando a agenda com Milei para deslocar o debate da crise envolvendo Michelle e recolocar temas como segurança pública, economia e alinhamento com governos de direita no centro da campanha.

A viagem a Buenos Aires será seguida por um novo compromisso internacional. No início de julho, Flávio voltará aos Estados Unidos para participar da audiência pública promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), no âmbito da investigação comercial aberta contra o Brasil. O senador pretende defender que eventuais sanções comerciais prejudiquem o governo Lula, mas preservem exportadores brasileiros e setores da economia.