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Flávio Bolsonaro resgata aliados escanteados no governo do pai em equipe de pré-campanha

Flávio Bolsonaro resgata aliados escanteados no governo do pai em equipe de pré-campanha

A montagem da equipe que fará parte da pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência inclui nomes que participaram do governo de Jair Bolsonaro, pai do parlamentar. A leitura no PL é que Flávio tenta reorganizar o bolsonarismo para 2026 com uma estrutura menos concentrada no núcleo familiar do ex-presidente.

O movimento mais simbólico, porém, foi o resgate do publicitário Marcos Aurélio Carvalho, que participou da campanha presidencial de Bolsonaro em 2018 e ajudou a construir a estratégia digital do então PSL, partido pelo qual o ex-presidente se elegeu. Após a eleição, Carvalho perdeu espaço com a ascensão do grupo ligado a Carlos Bolsonaro, que passou a centralizar a comunicação digital e a estratégia política do entorno presidencial.

Nos bastidores do PL, aliados afirmam que a volta de Carvalho é vista como uma tentativa de Flávio de tirar parte do controle da comunicação das mãos do núcleo familiar e reconstruir uma estrutura mais profissionalizada para 2026.

Outro nome citado por aliados como atuante informal na pré-campanha é o do economista Marcos Cintra, ex-integrante da equipe econômica de Paulo Guedes. Cintra deixou o governo em 2019 após desgaste provocado pela defesa de um imposto sobre transações digitais semelhante à CPMF — tema rejeitado publicamente por Bolsonaro durante a campanha eleitoral.

Já a coordenação executiva de Flávio ficou com Vicente Santini, que ocupou diferentes cargos no governo Jair Bolsonaro, entre eles a Secretaria Nacional de Justiça e funções na Casa Civil e na Presidência da República.

Em 2020, ele deixou o cargo após a repercussão de uma viagem oficial à Índia em avião da FAB. O episódio gerou desgaste político para o governo, mas o então presidente voltou atrás da exoneração por entender que na ocasião ele estava respondendo pela pasta da Casa Civil. Posteriormente, Santini foi absolvido no processo relacionado ao caso e voltou a ocupar cargos na gestão Bolsonaro.

Ele deixou a gestão em dezembro de 2022, como assessor especial da Presidência. Após as eleições, passou a trabalhar para o governo de São Paulo, de Tarcísio de Freitas (Republicanos).