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Flávio busca reuniões reservadas com conservadores americanos após discurso em evento de aliados de Trump nos EUA

Flávio busca reuniões reservadas com conservadores americanos após discurso em evento de aliados de Trump nos EUA

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deve permanecer nesta sexta-feira em Mar-a-Lago, propriedade do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Flórida, para tentar ampliar sua interlocução com lideranças do Partido Republicano. Após discursar na quinta-feira durante um jantar de gala da Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), o parlamentar pretende aproveitar a continuidade do evento para manter conversas reservadas com políticos americanos e integrantes do movimento conservador. A programação inclui atividades com congressistas republicanos, entre eles o senador Rick Scott, da Flórida. A permanência em Mar-a-Lago faz parte das primeiras articulações internacionais de Flávio desde que deixou o Brasil, após a derrota para Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno da eleição presidencial. Instalado em Miami, o senador busca estabelecer canais de interlocução com aliados de Trump enquanto tenta reorganizar sua atuação política à distância. A participação no encontro conservador também representa uma oportunidade de ampliar contatos para eventuais agendas em Washington. Nesta sexta-feira, a programação prevê um brunch reservado com Rick Scott, senador pela Flórida e aliado de Trump. O encontro está marcado para ocorrer entre 10h e meio-dia, no horário local. A atividade é restrita a convidados com credenciais especiais, e a participação de Flávio é esperada, segundo aliados. À noite, os participantes voltarão a se reunir em um jantar à beira da piscina da propriedade, seguido de uma recepção. Além de Scott, a conferência reúne outros integrantes do Partido Republicano, como o senador Mike Lee, de Utah, e a deputada Kat Cammack, da Flórida. A aproximação com republicanos ocorre em meio à tentativa de Flávio de construir uma agenda política nos Estados Unidos. Desde sua chegada ao país, o senador tem mantido contatos com um grupo restrito de aliados e discutido a possibilidade de viajar a Washington para ampliar a interlocução com integrantes do governo americano e congressistas. Entre os nomes mencionados nas articulações estão o secretário de Estado, Marco Rubio, e representantes da área econômica da administração Trump, mas não há confirmação de encontros com essas autoridades. Na quinta-feira, Flávio participou do jantar de gala realizado no salão Donald J. Trump, um dos principais espaços da propriedade. O evento também contou com a participação do ator americano Jim Caviezel, que interpreta Jair Bolsonaro no filme Dark Horse, produção que aparece nas investigações da Polícia Federal sobre as relações entre o senador e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O senador deixou o país no fim de outubro, após a derrota presidencial e a determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que entregasse seus passaportes. Flávio não cumpriu a ordem e desembarcou em Miami, onde passou a viver com a família. Desde então, anunciou que pretende liderar a oposição brasileira do exterior. Em uma carta divulgada após a chegada aos Estados Unidos, Flávio questionou o resultado das eleições, sem apresentar provas de fraude, e chegou a se apresentar como presidente eleito. A expressão foi retirada posteriormente do documento, após críticas de aliados e alertas sobre possíveis consequências jurídicas.