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Funcionários do BRB são alvos de operação que investiga lavagem de dinheiro

Funcionários do BRB são alvos de operação que investiga lavagem de dinheiro

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), deflagrou na manhã desta quinta-feira a Operação Insider, que apura a participação de funcionários do Banco de Brasília (BRB), um servidor público federal e empresários em um esquema de lavagem de dinheiro. Os investigados são moradores do Distrito Federal, Rio de Janeiro e São Paulo.

Estão sendo cumpridos 17 mandados de busca e apreensão, além do bloqueio financeiro proporcional ao valor das movimentações suspeitas nas contas bancárias dos investigados, bloqueio de transferências de oito veículos de luxo e de um imóvel no Distrito Federal.

A Operação conta com a parceria da Delegacia de Repressão à Corrupção (DRCor), da Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e Social (PRODEP/MPDFT), e da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (DRCI/PCERJ).

As investigações foram iniciadas por meio de informações repassadas pelo próprio banco distrital, que detectou as irregularidades ocorridas em uma de suas agências, como operações suspeitas e descumprimento de regras de compliance, pelo gerente da agência.

A partir disso, no âmbito do inquérito policial, os investigadores identificaram movimentações financeiras estimadas em R$ 15 milhões, envolvendo transferências suspeitas entre pessoas físicas e jurídicas. Segundo a PCDF, foram registradas operações com uso intensivo de dinheiro em espécie e indícios de ocultação patrimonial por meio da aquisição de veículos de alto valor, além da circulação fracionada de recursos.

Segundo a PCDF, parte dos valores investigados teria origem em fraude eletrônica contra empresas privadas. Os valores foram bloqueados no BRB. A investigação também apura possíveis irregularidades envolvendo operações estruturadas no âmbito da BRB DTVM (Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários).

Durante as investigações foi identificado que um funcionário do BRB, responsável pela intermediação de carteiras de ativos, teria operacionalizado a venda de ativos – três carteiras no valor de mais R$ 60 milhões em datas imediatamente subsequentes às operações teria recebido percentual da operação. O montante éconsiderado incompatível com os rendimentos formalmente declarados.

A política investiga suspeitas de corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro, com pena somada de até 30 anos de prisão.

Em nota, a governadora dio Distrito Federal, Celina Leão, disse que a operação é resultado de uma investigação iniciada pelo próprio BRB, a partir de auditoria interna realizada pelo banco.

"Desde a identificação das irregularidades, todas as informações foram encaminhadas às autoridades competentes para apuração rigorosa dos fatos. Não haverá complacência com qualquer desvio de conduta dentro da instituição", disse a governadora em nota.